"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 11 - SEGUNDA 16 HORAS

GRUPO EM BUSCA DO CONHECIMENTO
( 7°, 8° e 9°ano)





APÓLOGO
DA FANTASIA À REALIDADE
Esther Hadass

Era uma vez um cachorrinho de pelúcia, rosado e bastante comum. Vivia em uma máquina de jogos com outros bichinhos de pelúcia, mas ele tinha um objetivo, no qual pensava a cada minuto. Ele queria sair daquele lugar e conhecer o mundo. Um dia, já irritado, gritou para Fufy, o ursinho:

-- Ai, Fufy! Não aguento mais ficar aqui. É tão triste ver todo mundo sair e eu sempre ficando no mesmo lugar...

Vendo a expressão apavorada de Fufy, ele imediatamente parou de reclamar. Logo Fufy disse:

-- Mesmo não aprovando sua revolta, vou te ajudar. Afinal também quero sair daqui.

-- Então amanhã começaremos o plano! Prepare-se, vai ser um dia inesquecível. – Comemorou o cachorrinho.

Na manhã seguinte já começaram a se preparar. Todas as vezes em que viam alguém se aproximar da máquina e colocar uma moeda, eles se jogavam e se agarravam nas garras da máquina, mas todas as tentativas davam errado.

Um dia, essa técnica finalmente funcionou e tanto o cachorrinho rosa quanto o ursinho Fufy saíram na maior alegria, sem saber o que lhes aguardava.

Para lhes pegar, como prêmio, apareceu uma mão enrugada e cheia de veias. Quando viram a pessoa que os aguardava se assustaram. Era um senhor de boné que falava com uma senhora:

-- Olha o que eu peguei! Será que João irá gostar?

-- Com certeza! – exclamou a velha.

Nesse momento vieram muitas dúvidas na cabeça do cachorrinho, que se perguntava aflito:

-- Quem será essa pessoa? Para onde nós vamos?

-- Tenha calma! Não era isso que você queria? – falou Fufy.

O cachorrinho ignorou Fufy e dormiu para esquecer tudo aquilo.

Quando abriu os olhos, viu o rosto de um menino todo sorridente. O cachorrinho todo cheio de si, ignorou o menino, dizia não ter simpatizado com o menino, que não era aquele o dono que ele queria. Durante vários dias ele fez isso, até que Fufy falou para o cachorrinho:

-- Pare de ignorar o pobre menino. Ele te adora! Eu achava que você era diferente! Achava que você sabia dar valor a tudo e a todos a sua volta.

-- Mas... – retrucou o cachorrinho, sendo interrompido por Fufy.

-- “Mas” nada! Se você não fosse com a minha cara você ia me ignorar também?

-- Desculpa! Mas você entendeu errado! – disse o cachorrinho.

-- Não, na verdade eu entendi tudo sim! Preste bastante atenção, se você não resolver seu problema com o João, a coisa vai ficar ruim pro seu lado!

No dia seguinte, o cachorrinho viu o que Fufy queria dizer. Teimoso como ele era, não se acertou com o menino, que com raiva mandou-o para uma creche onde ele foi maltratado por várias crianças que só queriam jogá-lo um para o outro e puxa-lo para cima e para baixo. O cachorrinho então disse para si mesmo:

-- Devia ter acreditado no Fufy, ele sim era um bicho leal e verdadeiro. Ele soube dar valor a quem o amava e eu não.

Moral da História: Quem avisa, amigo é!




APÓLOGO
A MAGIA DENTRO DE NÓS
Fernanda C. Nogueira

Era uma vez, uma caneca diferente, única. Ela pertencia à casa da Grifinória, era toda enfeitada. Nela escondia-se a magia! Muito alegre e corajosa, a caneca morava nos Parques da Universal, justamente em uma parte onde estavam todas as homenagens aos filmes do Harry Potter, com exposições, brinquedos e lojas.

Ela desejava ser comprada por uma criança, queria muito que fosse adquirida por alguém que acreditasse em sonhos, como ela, que quisesse transformar a vida real em uma linda fantasia.

Certo dia, a caneca estava se preparando para ir para a vitrine da loja quando outra caneca, uma bem metida, que pertencia a casa da Sonserina, e era muito implicante, falou com ar de superior falou:

-- As crianças não querem uma impostora como você, que não tem magia e vive de sonhos impossíveis.

A caneca da Grifinória não se deixou abalar e logo respondeu:

-- Me desculpe, mas eu não me lembro de ter pedido a sua opinião. Sei que sou mágica, e trarei muitas aventuras e fantasias para quem me escolher. Ao contrário de você, eu não preciso destruir os sonhos dos outros para me achar especial.

Irritadíssima a caneca da Sonserina prontamente respondeu:

-- Especial... Há, há, há! Eu duvido!

Sem perder tempo, a caneca da Grifinória só disse:

-- Apenas observe!

E então, ela começou a brilhar de um jeito diferente, realmente único, chamando a atenção de duas irmãs que passavam por ali, fazendo-as implorar a seus pais para comprarem-na, pois juravam que ela era mágica.

Assim, ela provou para a caneca da Sonserina e para aquelas crianças, que ela era especial, realizando assim o seu sonho e mostrando ao mundo que tudo é possível, desde que você acredite.

Afinal, toda pessoa que sonha é uma criança encantada com o mundo e, por isso, tem o poder de produzir magia!




APÓLOGO
A MELHOR PEÇA DO PÔQUER
João Pedro Proetti

Havia uma peça de pôquer chamada Stuart. Ele sempre era quieto e nunca mexia com ninguém. Até que um dia uma carta chamada Jones começou a implicar com ele.

A carta disse que ela sempre brilhava e que as pessoas ficavam satisfeitas com sua presença, que ela aparecia de surpresa, não aparecia quando solicitada. Para provocar ainda mais, a carta falou que a peça era apenas um figurante no jogo, igual a muitas outras.

A peça não ligava para as provocações da carta. Mas um dia a carta apelou e chutou a peça para fora da mesa, jogando-a no chão. A peça não conseguiu mais voltar. Tentou, tentou, mas não tinha como subir até a mesa.

No dia da faxina do salão de pôquer, a peça foi parar no meio da rua e um mendigo a viu e a pegou.

Enquanto a peça de pôquer estava nas mãos do morador de rua, a carta ficava se gabando, falando que tinha batido na peça e que tinha vencido.

Com o passar do tempo, a peça chegou para o mendigo e disse:

-- Cara, eu sou uma peça de pôquer. E se você fosse lá ao salão de jogos? E se você me levasse até lá para tentar a sorte? Você poderia ficar muito rico.

E o mendigo respondeu:

-- Então vamos lá. Não custa tentar.

E lá saíram o mendigo e a peça, andando pelas ruas, até chegarem ao salão.

Ao entrar, o mendigo foi logo para uma mesa de apostas e lançou a sua única peça. Ninguém podia impedi-lo de jogar, porque ele tinha a peça que era exigida.

Ele jogou e ganhou o dobro do que valia a sua peça. Ganhou tantas vezes que ficou com U$1.000 dólares. Então ele apostou todo o seu dinheiro e ganhou novamente, o que fez dele um milionário.

Ao ficar tão rico, o dono de um museu chegou para o ex-mendigo e pediu que sua primeira peça fosse para uma exposição e assim foi feito. Antes de ir para o museu, a peça disse para a carta:

--Tchau! Agora eu vou para um museu, ser super bem tratada, serei admirada por ter transformado a vida de um homem e você ficará ai. Quando ficar velha, será trocada por cartas novas. Esse será o seu destino!

Moral da História: Não se ache melhor do que ninguém, não se sabe o dia de amanhã!





APÓLOGO
NAVEGAR É PRECISO!
Théo Ferreira

Era uma vez um pequeno barco de madeira. Esse barco era o brinquedo preferido de um menino. Os dois estavam sempre brincando, algumas vezes de pirata, outras de corrida, não se separavam nem na hora de dormir.

Um dia, passeando na praia com seu barquinho, o menino tropeçou e caiu de cara na areia. Com ele ficou tudo bem, mas o barco foi levado por uma onda até o alto mar.

O barco ficou muito triste por perder um amigo assim, de um jeito tão bobo e começou a navegar por aí, sem rumo, sem vontade, sem esperança. Dois dias se passaram e o barco muito sozinho, pensou em afundar ali mesmo e esquecer o seu grande amigo. Estava quase naufragando quando uma gaivota o fez parar dizendo uma frase.

-- Mas o que está fazendo aí, meu amiguinho de madeira?

-- Me deixe, sua gaivota boba, eu quero afundar e ser esquecido!

-- Pois não faça isso, meu amigo, você vai se afogar! Por que queres tirar sua vida assim? Conte-me o que está lhe fazendo sofrer. Por um acaso foi uma certa embarcação que lhe roubou o coração?

-- Não, sua bobona! Eu perdi o meu melhor amigo por causa de um tropeço e agora nunca mais vou vê-lo de novo!

-- Mas que coisa mais deprimente! Conte-me mais sobre isso.

-- Eu estava passeando na praia quando meu amigo tropeçou e bateu de cara na areia. Ele não se machucou, mas eu fui levada por uma onda e hoje estou aqui.

-- Ora pois, por que não voltou até ele, você é um barco?

-- É que eu fiquei muito nervoso. Eu nunca me separei ele, até banho nós tomávamos juntos!

-- Pois então! Volte agora. Já não está mais calmo?

-- Estar eu estou, mas é muito longe e o vento não está a meu favor, eu nunca chegarei lá.

-- Ah! Mas eu acho que eu posso resolver o seu problema. Aguente firme pequenino!

A gaivota esticou suas longas asas e pegou o barquinho com todo o cuidado, para que suas garras não rasgasse a vela. Alçou voo e em alguns segundos estava no ar. A gaivota indagou:

-- De qual direção você veio barquinho?

-- Eu acho que foi por ali! Eu só me lembro de ter passado por um recife perto da costa, cheio de peixes vermelhos.

-- Eu conheço esse recife! Eu já jantei lá uma vez! Segure firme, pequeno amigo, vamos voar a toda velocidade!

E saíram os dois voando rapidamente pelo oceano, de volta para a casa do barco. Após horas de voo incessante, os dois estavam de volta ao litoral. O barco eufórico falou:

-- Minha casa é naquela direção! Vamos rápido, estou morrendo de saudades!
O barquinho deu a direção e a gaivota voou até a casa que ele indicou. A casa era branquinha com um telhado vermelho. Tinha flores por todo o jardim. A gaivota largou o barco na janela e começou a bicar o vidro, para chamar a atenção do menino, que estava brincando na sala.

-- Adeus, gaivota! Muito obrigado pela ajuda!

-- De nada, meu amiguinho! Conte sempre comigo!

E voou alto em direção as nuvens. O menino, ao ver seu barco na janela, correu para abri-la. A felicidade tomou conta dos dois naquele momento. O menino ganhou seu amigo inseparável de volta e o barquinho viveu uma aventura para sempre recordar!

Moral da história: Nunca desista dos seus sonhos!




APÓLOGO
URSINHO DE PELÚCIA
Vânia Prevot

Dentro de uma vitrine eu vivo, sem ter escolha. Passo meus dias admirando as pessoas que passam na rua e que param pra me olhar. Fico na dúvida se me querem ou não, sei que estou sempre com uma carinha triste, de decepção.

Um dia, uma menina me olhou e eu a ouvi dizer para a sua mãe que ela me queria muito, mas a mãe respondeu que não sabia o que fazer, pois a filha já tinha passado da idade de ter brinquedos e, além disso, tinha alergia. A mãe achava que eu não faria bem para a sua filha.

Toda noite eu chorava no meu canto ao me lembrar disso.

Meu amigo, o carrinho de corrida, sempre me ouvia chorar, até que um dia me perguntou:

-- O que houve?

Eu respondi:

-- Quero uma dona, para quem eu possa dar carinho. Quero admirar as coisas lá fora, me sinto preso e quero liberdade.

-- Seja persistente e corra atrás dos seus sonhos. - disse o meu amigo.

E eu então respondi:

-- É isso mesmo! Além de persistir, procurarei cativar a menina com todo o meu carinho e mostrarei para a mãe dela que eu não sou um ursinho qualquer, que a filha dela poderá me ter, sem medo.

-- Qualquer coisa, estarei aqui para te ajudar! – garantiu o amigo carrinho.

Então, lá fui ei a procura da realização do meu sonho. Encontrei nos fundos da loja um lugar onde eu poderia me transformar.

Voltando para a prateleira, fui colocado na vitrine e vi quando mãe e filha passaram. A menina falou:

-- Mãe, quero esse ursinho agora!

-- Filha, você já não tem mais idade pra esse brinquedo, sem contar que você tem alergia.

-- Mãe, olha pra ele e me diz. Você esta vendo qual deles eu quero?

-- Estou sim.

-- Então. Ele é diferente dos outros ursos e me passa a impressão de ter um sonho de querer ter uma dona como eu. Tenho certeza de que ele quer sair daquela vitrine.

-- Estou pensando com carinho, filha. Vamos entrar na loja e perguntar.

-- Obrigada, mãe!

-- Posso ajudar, senhora? – perguntou o vendedor.

-- Pode sim, me mostra aquele ursinho da vitrine, minha filha está querendo comprá-lo.

-- Vou pegar, aguarda um minuto!

A menina me pegou e eu pude sentir que ela gostou de mim. Ela também notou que minha fisionomia quando eu sai da vitrine, fiquei mais alegre.

-- Filha? – chamou a mãe. - O que foi filha?

-- Nada, só senti uma coisa boa ao abraçá-lo.

-- Ok, filha! Então vamos. Você conversa com seu pai e vê o que ele acha da sua ideia, pois pra mim ele não é diferente, é como os outros.

-- Tudo bem, amanhã voltaremos. – aceitou a filha.

Devolvendo-me ao vendedor, a menina sentiu um pingo cair em seu braço, mas nem falou nada. Era uma lágrima que saia dos meus olhos e ela percebeu.

Então ela falou para a mãe:

-- Ele é diferente, me bateu um sentimento bom ao abraçá-lo. Achei que ele ia me dizer algo, me pedir para tirá-lo daquela vitrine agora! - explicou a filha para amãe.

-- Ok, minha filha, te darei o dinheiro e você pode comprar. – consentiu a mãe, finalmente.

A menina ficou me admirando, novamente, e só então percebeu o que estava escrito na minha roupa. Antes de comprar-me, leu o meu recado:

“Obrigado por não desistir de mim, você não sabe quanto sonhei e lutei para que eu pudesse sair dessa vitrine. Quero ter um lugar para viver e quero experimentar a liberdade de ver e admirar as coisas do mundo lá de fora. Você vai me levar e eu vou ser feliz!”

Moral da História: Nunca desista, sempre persista!





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