"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 12 - TERÇA 16 HORAS

GRUPO CAÇADORES DE PALAVRAS
(6°, 7° e 8° ano)




APÓLOGO
A BOLA DE BASQUETE
Luca Tinoco Mattos Brandão

Era uma vez uma Bola de Basquete que era muito alegre, competitiva, ágil e dinâmica. Ela gostava muito de ser participativa, se oferecia para ler textos e era sempre ela quem ajudava os seus colegas.

A família da Bola passava por dificuldades. Então um dia, quando ela estava voltando da escola, sua mãe lhe avisou que ela teria que parar de estudar por falta de condições financeiras. Ela teria que trabalhar.

Dito e feito. Bola foi trabalhar como bola de basquete em um colégio. Bola era trabalhadora e fazia suas atividades com alegria e prazer.

Como Bola trabalhava bem, foi promovida à bola de futebol, mas como ela era uma bola de basquete, disse que gostaria de ser arremessada e não chutada. Então foi demitida.

Com o dinheiro que ela já tinha ganhado, dava para ela continuar os últimos anos de colégio! E ela voltou a ser bola de basquete e seguiu sua vida.

Economizou dinheiro até conseguir pagar a faculdade, se formou em educação física, ganhou um bom salário e conseguiu comprar uma casa própria. Bola casou, teve filhos e viveu feliz!

Bola descobriu que podia ser feliz do jeito que era, sem precisar se modificar, mesmo que a vida lhe trouxesse dificuldades. Ela agora sabia que sempre poderia enfrentar os problemas sem medo.



APÓLOGO
NUNCA FALE MAL DOS DEFEITOS DOS OUTROS, SE VOCÊ NÃO FOR PERFEITO
Lucas Cretton

Era uma vez uma moeda de 10 centavos que acabara de ser fabricada. Depois de ser fabricada, ela foi doada para mendigos que viviam na rua. Só que para o azar dela, a carteira do mendigo estava furada de uma maneira que ela não caia, mas ficava bem no fundo e nunca era usada.

Um dia quando o mendigo foi comprar seu lanche, faltaram os exatos 10 centavos que estava no fundo da carteira. Sem aquela moeda, o mendigo não comeria, o que poderia até causar a sua morte. Afinal, ele já estava há 2 dias sem comer e beber nada e não podia ficar mais tempo assim.

Ele já estava quase morrendo, quando a sua velha carteira caiu no chão e o impulso fez com que a moeda voasse para longe da carteira. A felicidade da moeda foi a mil quando o mendigo pegou-a e completou o pagamento do seu lanche.

Dentro da caixa registradora, as notas de 10, 5, 20 reais, que o mendigo havia usado, ficaram zombando da pobre moeda de 10 centavos que, tinha muito pouco valor material. Então ela disse:

-- Gosto de mim, assim como sou.

-- Assim como? Toda pobre e sem o mínimo valor? – retrucou a nota de 10 reais.

-- Pelo menos, tenho mais valor sentimental e sou mais resistente, o que é bem melhor. Vocês vão ver.

Depois disso, o silêncio permaneceu ali. E a moeda ficou mais triste do que já era, pois sabia que o valor sentimental não ajudaria em nada na vida de uma moeda. O que os humanos querem é o que vale mais, financeiramente.

Muitos dias depois, num dia de chuva, a lanchonete foi assaltada e todo o dinheiro ficou dentro de uma sacola.

O ladrão, no desespero de fugir, tropeçou na calçada e caiu junto com o saco cheio de notas. Como o saco caiu virado para baixo, o dinheiro ficou todo molhado no chão.

Por ser um dia de chuva, quando o ladrão pegou a sacola, o dinheiro ficou direto exposto à chuva. Quando a nota já estava quase morrendo afogada, se desmanchando toda, a moeda disse:

-- Quem ri por último ri melhor.




APÓLOGO
SER VALENTE CAUSA INVEJA, GENTE!
Luiza Lorena

Em uma tribo vivia uma jovem muito valente e super obediente, ela se chamava Letícia.

Letícia não era a filha do Cacique, mas era famosa por sua valentia e por ser a única jovem a obedecer todas as leis da tribo.

Na tribo, nem a própria filha do cacique era tão adorada quanto Letícia. Então, em um dia chuvoso, Maia, a única filha do Cacique, disse irritada:

-- Pai, você tem que expulsar a Letícia da tribo!

-- Por que, minha querida filha? - perguntou o cacique.

-- Tem que ter motivo? Eu só não a suporto. – gritou Maia.

-- É claro que tem filha, eu não posso expulsar ninguém da tribo sem que ela tenha desrespeitado alguma lei muito grave. – respondeu o pai de Maia – Você não suportá-la não é motivo suficiente.

-- Pai? – perguntou Maia mais calma.

-- Sim, Maia – disse o pai de Maia.

-- Diga-me um motivo para que alguém seja expulso da tribo. – pediu Maia.

Depois de um tempão ouvindo os motivos que levaria alguém a ser expulso da tribo, Maia partiu para o seu plano.

Maia tentava botar a culpa em Letícia, sempre que alguma coisa dava errado na tribo, mas nunca dava certo. Letícia nunca estava presente nas cenas, então a culpa não tinha como ser dela. Ela estava sempre caçando, pois saía bem cedo, um pouco depois de seus pais e do cacique. E mesmo acordando depois dos pais e do chefe da tribo, ela ainda era uma das pessoas que acordava mais cedo.

Na madrugada de um dia que seria agitado, Maia decidiu tacar fogo nas tendas e colocou Letícia com uma tocha de fogo na mão, do lado de fora da sua tenda. Por sorte, o pai de Maia viu o que ela estava fazendo e gritou:

- Maia! O que pensa que está fazendo?

Quando se deu conta de que as tendas estavam pegando fogo, avisou toda a tribo e todos foram pegar baldes com água para salvar seus pertences.

O pai de Maia chamou-a para conversar. Muito irritado ele disse:

-- Maia, por que você fez isso?

-- Eu queria que a Letícia fosse expulsa da tribo, mas você não fez nada. – disse Maia chorando.

Muito ainda estava para acontecer naquela história, mas antes que a brincadeira pudesse acabar, Lucas entrou no quarto da irmã e falou:

-- Posso brincar?

-- Não Lucas! – disse Julia diante do seu Forte Apache.

-- Sua chata! – gritou Lucas, chutando os brinquedos e estragando o Forte Apache, que tinha sido construído no meio do quarto pela menina.

Moral da história 1: Inveja é coisa de gente que quer arrumar problema.
Moral de história 2: Nunca fale para o seu irmão de 5 anos que ele não pode brincar com você.




APÓLOGO
AJUDAR SEMPRE É BOM!
Pedro Beyruth Justa

Existiu uma vez um grampeador muito gentil, simpático e alegre que adorava ajudar os outros.

Ele conhecia dois papéis que se gostavam, mas que não sabiam do sentimento um do outro. Um deles pediu ajuda ao Grampeador, porque não sabia como se aproximar da sua amada.

Grampeador se dispôs a ajudar. Ele os fez ir à escola, mas não pra serem usados, os botou no final da resma para que eles não acabassem sendo retirados dali antes da hora.

Enquanto a escola estava fechada, os três entraram na mochila e voltaram para casa. Os dois papéis ao passarem por todas essas aventuras, decidiram ficar mesmo juntos para sempre. Então pediram para o Grampeador juntá-los e “click” estavam presos um ao outro.

Depois de ter ajudado tanta gente, chegou a sua vez de ser ajudado, afinal ele já estava velho e iriam substituí-lo, seria jogado fora e comprariam um novo!

Ao saberem disso, os amigos resolveram fazer nele uma reforma geral, enquanto ele estava dormindo. Era uma surpresa! Juntaram-se todos, a cola, as tintas, o arame, a caneta e o parafuso.

No dia seguinte, ele acordou se sentindo mais forte e mais jovem. Quando o pegaram para jogar fora, viram que ele estava super novo e o colocaram de volta à estante.

Ele agradeceu muito a todos, porque deduziu que sua transformação foi um presente dos seus amigos.




APÓLOGO:
O AVIÃO ESNOBE
Ricardo Ferro Macedo

O avião Esnobe gostava de implicar e de ofender os outros. Ele se achava melhor do que todos e sempre dizia que ele era o mais bonito e o mais rápido de sua companhia aérea.

Um dia, ele estava querendo participar de uma corrida com seu amigo avião, então lhe provocou dizendo que quem perdesse seria banido do reino dos aviões e também perderia o cargo de príncipe do reino. Ele estava convencido de que ganharia, por isso propôs uma aposta tão radical.

O rei dos aviões, Avipapa, fez uma cerimônia de abertura antes do confronto entre Esnobe e seu amigo, lá no aeroporto Tom Jobim. Todo o reino se reuniu para assistir aquele ritual de passagem!

Durante o evento, os dois concorrentes comentaram a importância de serem príncipes do reino. Falaram sobre o significado de cultuar o ritual que foi criado desde a existência do reino doa aviões, o de ser príncipe a partir dessa competição. As jovens aeronaves tinham que disputar com diversos aviões, essa era a tradição.

Então, o árbitro apitou e os dois passaram voando rapidamente. No circuito tinham que atravessar cavernas escuras e tenebrosas, dar saltos enormes e realizar acrobacias sensacionais.

Esnobe, rindo, alcançou uma distância muito grande de seu amigo, mas quando acionou o turbo, houve uma falha no seu motor e ele voltou a ficar junto do seu concorrente.

Desesperado, com medo de perder a competição, já no final do confronto, Esnobe trapaceou, passou no Pit Stop e colocou um óleo mágico, que era proibido, para aumentar a sua velocidade. Voltou a disparar e conseguiu passar da linha de chegada em primeiro lugar e seu amigo ficou em segundo.

O que ele não sabia era que o árbitro tinha visto pelo telão o replay do erro de Esnobe e que, por isso, ele decidiria anular o título injustamente conquistado. O juiz viu um óleo colorido e mágico pingar do motor do avião Esnobe.

Esnobe foi banido, para a tristeza de Avipapa, e o título de príncipe foi para o seu amigo, como queriam todos que estavam no Tom Jobim. Afinal, todos que estavam assistindo a competição ficaram decepcionados, pois viram que Esnobe foi injusto, e desonesto, envergonhando o reino inteiro.

Moral da história: Nunca devemos ser convencidos e metidos, pois no final nos daremos mal.




APÓLOGO
Rodrigo Nogueira

Era uma vez uma guitarra barulhenta. Ela fazia todas as pessoas tristes ficarem alegres super-rápido. Parecia que ela tinha super poderes. Quem estivesse chateado, podia procurar por ela para se sentir feliz outra vez. Todas as pessoas que haviam passado por isso elogiavam a guitarra.

-- Ela é uma guitarra especial!

-- Incrível! Muito legal!

-- Ela levantou o meu astral!

Em um belo dia, a guitarra cansou de ser só e resolveu criar uma banda. Foi de poste em poste colando panfletos para ver quem queria entrar na banda dela.

Seus primeiros candidatos já tinham uma banda formada e precisavam de uma guitarra. Quando eles foram tocar para ela, ela percebeu que eles tocavam ritmos diferentes daquele que ela gostava. Eles tocavam música sertaneja e a guitarra gostava mais de rock.

Então ela resolveu fazer outros panfletos, dessa vez, colocando exatamente o que ela queria, que era montar uma banda de rock.

Com isso, rapidinho, chegou mais uma banda para se apresentar para ela e todos foram logo tocar. Quando acabaram, ela falou bem alto na maior animação:

-- É a banda perfeita para mim!

E perguntou para os seus novos companheiros se eles concordariam em fazer shows.

-- Só se for agora!- falou a bateria.

-- Ótima ideia! - disse o microfone.

E a guitarra fez outro panfleto, dessa vez divulgando o dia do show.

Depois de treinarem muito, chegou o grande dia. Ao entrarem no palco, viram que as pessoas não estavam muito felizes, estavam desanimadas, sem alegria. Então, a guitarra se lembrou dos seus poderem, aqueles que ela sempre tinha tido dentro de si, aquela magia da alegria.

Ao tocar, usou seus poderes e surpreendeu a todos: o público e a sua banda. Todos se sentiram felizes!

A partir daquele dia, já todos daquele local já sabiam que quando ficassem tristes era só procurar a guitarra que ficariam bem de novo.




APÓLOGO
TRÊS PEDAÇOS
Sofia Quineti

Uma caixa de fósforos recém-vendida foi usada pela primeira vez. Quando aberta, o seu mais novo usuário pegou um fósforo, que saiu de lá mais não retornou. Ao ser fechada, voltou a escuridão. Então uma voz ecoou dizendo:

-- Ele nem se despediu. – lamentou o Palito nº 4.

-- Mas vai ser sempre assim, meu amigo. Nós vamos sair e não voltaremos. – comentou o Palito de nº 7.

-- Você prefere ficar aqui apavorado, esperando que a morte te abata? – retrucou o nº 4.

-- Sim, esse é o nosso destino. – conformou-se o 7.

-- Pois eu não quero ter minha cabeça riscada ou pegando fogo! – garantiu o nº 4.

O diálogo acabou. O silêncio pairou, mas alguns fósforos ficaram encorajados pelo discurso inspirador ou, talvez, revolucionário do Palito nº 4.

Depois viram que cada vez que na caixa entrava um feixe de luz, não tinham como se esconder, mas todos torciam para não serem escolhidos.

Um fósforo parecia suar de tanto medo e foi justamente ele o escolhido, ele mais dois outros. Eles foram jogados na bancada e já se preparavam para a dor, mas aquele mais inconformado teve uma ideia, ele se jogou da bancada se quebrando em três pedaços. Ele jazia morto aos pés do usuário.

De tanto ouvir as reclamações dos fósforos, a caixa resolveu falar:

-- Satisfeito? Quisera eu ser queimado, teria vivido bem menos, mas ao menos teria sido uma chama. O que me diz agora?

A caixa se tocou de que o fósforo não respondia. Era o fim daquele fósforo, mas ela disse para quem quisesse ouvir:

-- Ao menos não fui tola! – anunciou a caixa - A morte bate na porta de todos, mas não se pode viver com medo. É preciso aproveitar o máximo da vida, pois só se vive uma vez.




APÓLOGO
ROCK N’ ROLL
Sofia Ribeiro Willcox

Uma caveira chamada Rock era muito sonhadora, muito criativa e um pouco rebelde. Seu grande sonho era formar uma banda de rock n’ roll com seus melhores amigos, como as suas bandas favoritas. Ela tinha tudo para realizar este sonho, na verdade quase tudo, só não sabia tocar guitarra.

Então decidiu pedir ao seu melhor amigo, Roll, que era um esqueleto e de quem ela gostava, que a ensinasse a tocar guitarra, já que ele era o melhor guitarrista do estado. Roll sabia que Rock tinha o sonho de formar uma banda, então decidiu que iria chamá-la para jantar em sua casa bem na noite do dia dos namorados.

Rock aceitou. Então se arrumou toda para ir. Quando chegou à casa de Roll, viu que estavam presentes o Roll, a Punk, o Rap e o Reggae. Rock estranhou muito, pois tinha imaginado que seria um jantar só deles dois.

Roll lhe disse:

-- Este é o presente que lhe dou pelo dia de hoje.

E ela, não entendendo nada, perguntou:

-- O quê?

E Roll respondeu:

-- Esta música que vou tocar com a banda.

Roll cantou a música e Rock amou.

No final da apresentação da música, eles se abraçaram e Roll roubou um beijo de Rock.

Depois eles jantaram e resolveram que nome dariam para a banda.

Quando Rock chegou em casa, pulou de felicidade.

Depois de um bom tempo, após muitos ensaios, já no final do ano, eles resolveram participar do festival “Music is my life”. Ganharam em primeiro lugar.

Assim Rock e Roll ficaram conhecidos no mundo inteiro, como a dupla mais irresistível e criativa da música.





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