"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 13 - QUARTA 16 HORAS

GRUPO A ESSÊNCIA DA LEITURA
(7°, 8° e 9° ano)




APÓLOGO
UMA AMIZADE DIFERENTE
Bruna Giglio

Era uma vez uma borboleta que amava um espelho. Ela amava tudo nela: corpo, olhos, boca, antenas e suas asas, que eram o seu bem mais valioso. “Ninguém chama a atenção se não tiver uma asa fabulosa”. – pensava.

Certo dia, a borboleta encontrou uma besoura no jardim da casa de uma jardineira. A mesma era muito feia, dura e fedorenta. Vendo que a besoura não tinha nenhuma vaidade, a borboleta decidiu implicar:

- O que você veio fazer em um jardim? Você não deveria estar comendo vermes?

- Gosto de sentir o aroma das flores. – respondeu a besoura.

- Então é só por isso, porque aroma você não tem. – continuou provocando a borboleta.

- Claro! Sou uma besoura. Quem você pensa que é?

- Uma borboleta. Aliás, não apenas uma borboleta. Eu sou “a” borboleta! A mais cheirosa, a linda e a incrível borboleta!

A besoura calou-se e se afastou silenciosamente.

A borboleta saiu voando por todo o jardim. Porém, quando passou pelas rosas, se desequilibrou ao notar o cheiro maravilhoso que as rosas exalavam, caiu e suas asas foram perfuradas por um dos espinhos da flor. A borboleta se desesperou: “Como pude prender minhas asas neste espinho?” – pensou.

A borboleta se agitou, suas asas não podiam se quebrar, mas quanto mais se mexiam, mas suas asas se rasgavam. Ela ficaria horrível sem asas, seria desprezada, estaria arruinada:

- Socorro! Alguém me ajude! Minhas asas! Socorro!

Apesar de o jardim estar cheio de insetos, nenhum parou para socorrê-la, pois ela não tinha amigos, já que sempre gozava e implicava com todos.

Depois de horas gritando e pedindo ajuda, a borboleta se cansou.

De repente, no meio daquela multidão de animais do jardim, a besoura, a mesma que foi por ela humilhada na frente de todos, apareceu e, como era muito bondosa, decidiu ajudar. Com um simples toque a besoura tirou a borboleta rapidamente do espinho. A mesma ficou grata e muito feliz.

- Muito obrigada! Eu nem sei como agradecer! Só lhe peço desculpas pelo meu mau comportamento. Suas asas são fortes e resistentes, só agora entendi o seu valor. Nem tudo na vida são flores! Não podemos viver só de aparências!

- Por nada. Sei que você se arrependeu. Que tal pegarmos algumas flores para enfeitar a casa da jardineira?

- Ótimo! Adoro decorações.

E as duas ficaram amigas, apesar de seus jeitos e gostos serem diferentes.




APÓLOGO
A BOLA E O BONECO
Camila Poubel

Era uma vez uma bola bem cheia, que por esse motivo, sofria de baixa autoestima. Ela morava em uma loja de brinquedos. Certo dia estava olhando para todos aqueles bonecos magros na estante da loja e ficou muito triste por não poder ser igual a eles. Até que um dos bonecos foi até ela e disse:

-- Por que você sempre fica aí sozinha, nunca se junta a nós?

-- E por que um boneco como você iria falar com uma bola tão redonda como eu?

-- Como assim? Um boneco como eu?

-- Um boneco magro e eu uma bola gorda.

O boneco ficou pensando por um tempo. Depois se virou e foi embora. Então a bola falou sussurrando para si mesma:

-- Queria ser como vocês...

O boneco escutou e voltou. Olhou para a bola e falou:

-- Você não devia ficar assim só porque não é o que queria ser, devia ter orgulho do que é!

-- Como vou ter orgulho de mim, uma bola gorda e feia?

-- Não somos todos iguais! O mundo seria horrível se fôssemos todos iguais. Além do mais, todos nós temos características positivas e negativas. Sendo diferentes, poderemos fazer coisas que outros não podem!

-- Então me diz uma coisa positiva que eu possa fazer que você não possa? Você é todo melhor do que eu.

-- Pelo fato de você ser redondo, pode pular e divertir as pessoas que brincam com você. Eu não posso fazer isso!

-- Mas a maioria das pessoas prefere bonecos à bola.

-- Claro que não! Muitas pessoas adoram jogar bola. E você tem que parar de pensar que é pior do que os outros. Estamos aqui pela mesma função, divertir as pessoas! Por isso temos que ter orgulho do que somos!

-- Você tem razão, a partir de agora terei orgulho do que sou! Obrigada por me fazer enxergar isso.

Então a bola e o boneco se juntaram aos outros brinquedos e ficaram conversando. Finalmente a bola percebeu que ninguém é melhor do que ninguém!




APÓLOGO
CARRO X MOTO
Fernando Antonio Lucchetti Filho

Eu sou a moto mais potente do Rio de Janeiro. Já apareci até em filmes, mas sou muito criticado e até trocam o meu nome de “MOTO” para “MORTE”. Nem ligo.

Não gosto de carro, pois eles não me respeitam. Embora eu lute para que eles não me prejudiquem, estou sempre sendo ameaçado. Por eles terem toda a proteção, se eu bater neles, causarei um acidente e ainda serei o maior prejudicado.

Muita gente não compra motos do meu estilo, porque seus familiares falam que eles podem morrer ao sair comigo. Eu não concordo com isso.

Acho que ser uma moto não me torna perigosa! O que torna as motos perigosas são as pessoas. O perigo está em quem as pilota. É a forma como me dirigem que faz o problema aparecer.

Como o meu dono é muito responsável, educado e corajoso, não ofereço riscos a ele, nem a sociedade.




APÓLOGO
LÁPIS OU LAPISEIRA
Flavia Ferreira

Gabriel era um lápis e Laís uma lapiseira. Todo dia era a mesma coisa, as crianças saíam do colégio, que era do lado da papelaria, e iam direto para lá. A maioria das crianças comprava as primas e até as irmãs de Laís. Gabriel e seus parentes ficavam sempre no mesmo lugar nunca eram escolhidos.

Gabriel adorava as crianças. Um dia, Sophia, João e Natália, ficaram em dúvida sobre qual dos dois levar. E levaram Laís. Gabriel ficou decepcionado, pois ele fazia tudo que Laís fazia, escreveria da mesma forma que ela.

Até que bem triste, depois de muitas rejeições, ele pediu para Seu Milton transformá-lo em lapiseira.

-- Seu Nilton, por favor, me transforme em lapiseira?

-- Por que, Gabriel?

-- Não aguento mais ser rejeitado. Todos preferem as lapiseiras.

-- Então, posso te transformar em uma caneta lapiseira? É o melhor que posso fazer.

-- Vou preferir. – disse o lápis Gabriel.

Logo depois dessa transformação, nenhuma criança apareceu mais na papelaria do Seu Nilton. Então Gabriel, ficou pensando sobre o que estava acontecendo e comentou:

-- Logo agora que sou uma caneta lapiseira, por que as crianças não aparecem mais aqui e nem compram mais nada na nossa papelaria?

Então, Natalia uma criancinha de cinco anos, que acabara de entrar, ouviu e virou para Gabriel e respondeu:

-- Quase não viemos mais aqui, porque estamos chateados com os preços dos produtos desta loja. Está tudo caríssimo! Não tem nada a ver com você, Gabriel. Mas eu estou muito aborrecida com você.

Então Gabriel pensou e perguntou:

-- Por quê? O que eu fiz?

-- Gabriel, eu gostava de você do jeito que você era.

-- Ah, tá! Então por que nunca fui escolhido? – ficou pensando e completou - Eu também te adoro, Natália.

-- Gabriel, você não teve paciência de esperar a sua hora. Gosto de você, mas não posso te comprar ainda. Na minha escola, só vão me ensinar a escrever no ano que vem. Eu não sei escrever ainda. Iria te comprar quando eu tivesse seis anos.

-- Eu não sabia disso. Para mim vocês não gostavam de mim, ninguém gostava...

-- De jeito nenhum, Gabriel. Sempre peço a minha mãe para te comprar, mas ela fala que sou muito pequena.

-- Entendi.

-- Agora que você é uma caneta lapiseira, vou demorar bem mais tempo para conseguir que você seja meu.

-- Puxa vida... Agora fiquei até arrependido!

-- Da próxima vez, espere mais um pouco. Pense bem antes de fazer algumas escolhas, tudo tem a sua hora. É preciso ter paciência!




APÓLOGO
SUPERAÇÃO
Giovanna Fontes

Era uma vez um chaveiro diferente. Ele nunca se sentia cheio de si, pois na loja em que ficava exposto, havia vários outros chaveiros feitos de um material duro e resistente e, dentro dele, só havia areia.

Sentia vergonha de si, porque achava que ninguém ligava para ele. O chaveiro era criticado pelos outros chaveiros que ficavam ao seu lado nas prateleiras.

Em um dia de grande movimento na loja, olhou ao redor e viu que os chaveiros duros eram procurados por adultos e executivos. Teve inveja dos chaveiros resistentes e quis ser igual a eles.

Teve uma ideia. Resolveu pular da prateleira em que ficava. Pensou que se fizesse isso, o funcionário da loja retiraria a areia de seu interior e colocaria algo mais sólido e resistente.

Assim fez. Partiu-se ao meio e toda a areia presente em si, se misturou com a poeira do chão da loja. O funcionário o pegou do chão e o preencheu com areia novamente.

O chaveiro ficou triste mas, certa vez, percebeu que os chaveiros mais duros não eram procurados por crianças. Quando elas entravam na loja se encantavam com ele! Ele, por ser de areia, era quase um brinquedo.

Sentiu um alívio por não ter se tornado um chaveiro de adultos e conseguiu então superar sua insegurança e o seu medo de nunca ser comprado. A partir daí, passou a não se importar com o que os outros falavam sobre ele. E viveu feliz com o amor que recebia.

Moral da História: Nunca se importe com o que os outros falam, o que realmente importa é o que você traz dentro de si.




APÓLOGO
APRENDENDO COM O ERRO
Luiza Cavalcante

Há algum tempo, um relógio habitava a estante de um quarto. O relógio era pontual e exigente, não queria saber de nada, a não ser dele mesmo.

O relógio tinha aquela personalidade forte e gostava de sempre se exibir, acreditava ser o melhor. Os outros objetos da estante não toleravam mais aquele mesmo mau humor de todos os dias, suas palavras duras e ríspidas.

Em um belo dia, o relógio parou de funcionar, e ficou preocupadíssimo, pois deixaria de ser o exemplo da perfeição. Ele pediu a todos que o ajudassem, mas ninguém queria ajudá-lo por ele ter sido sempre daquele jeito cheio de atitudes superiores e críticas, tão exigente com todos.

O único que se dispôs a auxiliá-lo foi o livro. O livro era de histórias de contos de fadas e, embora quisesse, não poderia ser útil na situação. Então o livro de contos de fadas pediu ajuda para seu amigo, o livro de instruções, que saberia ajudar o relógio.

O livro de instruções foi gentil e ficou sensibilizado com o problema do relógio, então tentou ajudá-lo. Abriu suas páginas, mostrou a solução e explicou o conserto. O relógio então ficou pontual novamente e nunca mais agiu daquela maneira horrível, após o ocorrido.

O relógio olhou ao seu redor, pensou, refletiu, lembrou e relembrou das suas atitudes com os outros e concluiu:

- Nossa fui tão exigente, antipático e tão “certinho” que mal conseguem me olhar! Todos pensam no jeito detestável que tenho. Ainda mais agora, com esse problema de mau funcionamento que tive, pois acabei deixando muitos objetos atrasados. Então o relógio falou:

- Me desculpem, pessoal, não queria deixar vocês atrasados.

- Não se preocupe! Os amigos estão aqui para isso e errar faz parte da vida, pois muitas vezes aprendemos com erros. – disse o livro dos contos de fadas.

O relógio aprendeu uma grande lição, de que ninguém é perfeito e de que não devemos ser desagradáveis, duros e exigentes demais com os outros. Saber compreender as dificuldades dos outros é importante, pois nos momentos difíceis para ser ajudado será preciso ter ajudado.




APÓLOGO
A AGITADINHA
Matheus Scorzelli

Era uma vez uma bolinha de tênis que era usada em jogos profissionais, de treinamento e de passatempo. Ela era uma bola nova, então ela nunca parava de quicar, por isso acabou ganhando seu apelido de “agitadinha”.

Toda noite, na hora de descansar, as outras bolas não conseguiam dormir com o som do quicar dela. Ela não parava um minuto!

Até que em uma noite, as outras bolas não aguentaram mais e a colocaram na área de bolas velhas e furadas. As bolas do local perceberam a sua presença e decidiram falar em ela.

-- Quem é você? O que você faz aqui atrapalhando o nosso horário de soneca? - perguntaram as bolas velhas.

-- Eu sou Tom, a bola que mais quica nesse armazém de bolas. Eu também não sei o porquê de eu estar aqui, só sei que foram as outras bolas que me botaram aqui. – respondeu Tom.

-- Então tá. Você pode ficar aqui nesta noite.

A bola não parou de quicar a noite toda, até que uma bola furada questionou:

-- Você poderia parar de quicar?

-- Não, pois eu nunca serei a bola que quica mais alto no mundo sem treinar.

-- Certo! Eu aceito isso, mas não aqui perto.

-- Por quê? – quis entender a bolinha.

-- Não é só por mim. Eu e todas as outras bolas não nos sentimos bem te vendo pular o tempo todo, porque nos lembramos da época em que costumávamos quicar. Além disso, você também precisa descansar.

A bola nova finalmente entendeu isso e, pela primeira vez, parou de quicar e disse:

-- Tudo tem sua hora. Hora de quicar é quicar. Hora de parar é parar.




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