"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 18 - QUARTA 18 HORAS

GRUPO FÁBRICA DE IDEIAS
(5°, 6° e 7° ano)




APÓLOGO
A GRANDE MUDANÇA DE UM BONSAI
Ana Clara Macedo Peres

Era uma vez um pequeno bonsai chamado Nino. Ele vivia em um jardim de uma bonita casa de um casal chinês que veio para o Brasil. Encantado com as belezas do país, o casal resolveu aqui morar e criou um lindo campo com as plantas que trouxeram da China.

O grande sonho de Nino era ser grande. Ele tinha a curiosidade de descobrir alguns mistérios sobre a vida das árvores da floresta, como, por exemplo, quais bichinhos iriam subir nele, se ele ali morasse, sendo maior.

Depois de algumas semanas no Brasil, Nino percebeu que estava diferente, estava grandinho. Nino estava feliz com seu novo tamanho, pois assim poderia fazer as descobertas que tanto queria. Mas, quando estava quase na medida ideal para “pegar” pássaros, cortaram-no! E ele achou isso um absurdo.

--Para que me cortar? Acho isso um absurdo! Eu quero viver sendo grande! –disse Nino.

Um dia, o dono de Nino o vendeu para uma famosa floricultura. Lá, ele vivia sufocado sem fazer nada, só parado com cara de propaganda. As outras plantas só eram interessadas em silêncio e coisas do tipo e isso irritava um pouco o Nino. Ele achava que era o único a ter aquele jeitinho curioso.

-- Só eu quero sair daqui para descobrir coisas novas! –ele disse para as outras plantas.

Um outro bonsai, que também estava na loja, disse:

-- Fique quieto! Não percebe como o silêncio é bom!?

-- Tudo bem! Vou tentar! Não conheço muito o silêncio, mas tudo bem.

Nino tentou ficar quieto, mas vendo as árvores grandes do lado de fora da floricultura, ele pensava:

-- Como deve ser legal ser alto desse jeito...

Nino tentou se acostumar ao ritmo da floricultura, mas não conseguiu se segurar. Queria muito ser como as outras árvores: grande e livre. Disposto a realizar o seu sonho, resolveu pedir ajuda a uma pequena cerejeira que estava há alguns anos na floricultura.

-- Como saio daqui? – perguntou o Nino.

-- Eu sei uma saída, mas é bem difícil! – Respondeu a cerejeira.

-- Me diga como fazer. Eu sou corajoso e quero viver livre!

Então a cerejeira mostrou o caminho que levava para fora da floricultura. O bonsai, determinado, tentou e conseguiu escapar.

Depois de um tempo, Nino achou uma pequena floresta que tinha várias árvores legais e altas. As árvores o acolheram tão bem que ele sentiu que havia realizado seu grande sonho, quer era ser grande. Vivendo ao redor das árvores e dos animais da floresta, Nino descobriu o que é realmente ser grande, pois mesmo pequeno no tamanho, sentiu que ali era amado e importante.





APÓLOGO
O CONTROLE MANDÃO
Bernardo Valle

Era uma vez um controle de videogame. Ele só sabia ganhar e ficava mal-humorado quando outras pessoas ganhavam.

Um dia, cansado de só controlar o próprio jogo, ele resolveu ir além. Passaria a controlar os outros objetos, que moravam na sala de jogos onde ele ficava.

Ele construiu um plano. À noite, quando todos os outros objetos estivessem dormindo, ele iria se infiltrar na prateleira onde eles ficavam. Quando ele chegasse lá, iria, silenciosamente, controlar as suas mentes e seus pensamentos.
O plano do controle deu certo e alguns objetos foram controlados.

Os outros objetos, que moravam no quarto ao lado, não ficaram nada satisfeitos com a atitude do controle e se reuniram para impedir que isso continuasse assim. Eles fizeram um plano. Decidiram que quando ficasse mais tarde, eles iriam libertar todas as coisas que o controle de videogame dominava.

Então, a vingança foi feita. Eles libertaram os objetos da sala de brinquedos, tirando a bateria do controle e o desligando, fazendo com que seus amigos recobrassem a memória. Dessa forma, salvaram os objetos do controle de videogame.

Depois dessa lição, o controle aprendeu que devemos mandar nas nossas coisas e não nas coisas dos outros.




APÓLOGO
A TRANSFORMAÇÃO
Juliana Monnerat

Era uma vez um relógio triste, que não gostava de si mesmo, porque ele achava que era muito certinho. Um dia, ele acordou e disse:

-- Eu vou mudar! Quero ser outra pessoa.

Decidido, foi até a fábrica de brinquedos e disse:

-- É hoje o meu dia de vitória!

Um homem, que trabalhava lá, pegou o relógio e o transformou em uma boneca linda e risonha de metal.

Quando o relógio, já transformado, saiu da fábrica, estava preso em uma caixa. Ele pediu socorro, mas ninguém deu bola. Ele gritava e chorava dizendo:

-- Eu quero voltar a ser quem eu era antes! Pontual e organizado!

E ele estava lá, sem mexer os lábios, chorando por dentro. Mas, depois de alguns minutos, uma menina entrou na loja e o comprou. O relógio, transformado em boneca, ficou tão feliz, mas tão feliz, que disse:

-- Eu retiro o que tinha dito! Eu adorei esse momento.

Quando ele chegou à casa da garota, a menininha abriu a caixa e disse:

-- Essa boneca é linda!

Ouvindo isso, ele ficou com um sorriso enorme no rosto e disse para si mesmo:

-- Eu adorei a minha nova vida! Aqui deve ser maravilhoso!

Mas, quando ele entrou no quarto dela, ficou apavorado e gritou:

-- Ai! Alguém me tire daqui! Socorro!

O relógio ficou apavorado porque no quarto da menina só havia bonecas destruídas e amassadas. Então, ele decidiu fugir naquela noite e nunca mais voltar. Percebeu que se não escapasse, seria amassado e destruído como as outras. Ele disse:

-- É a minha chance! É agora ou nunca mais terei vida, nem futuro, nem presente.

Quando ele estava saindo, escutou uma voz rouca, quase morrendo, lhe dizer:

-- Fuja! Seja livre! Não fique aqui! Esse quarto é um inferno total! Essa menina não sabe cuidar do que é dela.

O relógio foi para a rua, onde os carros passavam, sem saber que direção tomar. Ele decidiu correr, mesmo apavorado:

-- Eu acho que não vou conseguir terminar de atravessar a rua!

Estava com voz de desespero, correndo e correndo. Felizmente, conseguiu atravessar a rua. Foi quando viu a fábrica, ele estava bem em frente a ela. Caminhou tão depressa, tão depressa, que chegou lá em um minuto. Então, entrou e pediu para o funcionário da fábrica lhe transformar em um relógio idêntico ao que ele era antes. Ele queria voltar às suas origens.

O moço pegou-o e fez a sua vontade. O relógio se sentiu aliviado e feliz por voltar a ser quem era antes. E ele disse:

-- Eu devo confiar em mim mesmo!

Depois disso, o relógio voltou para casa feliz, alegre, pulando e sorrindo, pois descobriu o seu verdadeiro valor. Agora, ele vive mais feliz do que antes, sendo um relógio pontual e organizado.




APÓLOGO
PIKACHU ATÉ RAIUCHU
Matheus Pereira

Era uma vez um boneco do Pikachu, que era feliz e curioso. Ele queria muito evoluir, treinava e treinava e não conseguia. Então, falou:

-- Eu não evoluo! Preciso de uma Rare Candy!

Então, ele foi à loja e tentou comprar uma, mas o vendedor disse que ele tinha que ir direto à fábrica.

Ele comprou a Rare Candy e evoluiu. Ficou muito feliz com sua nova forma. Agora tinha uma cor mais forte, ficou maior e mais pesado do que antes.

Depois de algum tempo, Pikachu notou que sua nova forma de algum jeito lhe atrapalhava, pois, sendo maior, ficava mais lento e não passava em lugares menores.

O Pikachu se arrependeu, não gostou da evolução, queria involuir. Ele demorou muito para conseguir voltar à fábrica e sofreu bastante por isso.

Para chegar até lá, teve que descobrir um novo caminho, pois não era pequeno o bastante para passar pelos lugares estreitos, que antes atravessara.

Quando finalmente chegou à fábrica, pediu para ser involuído e voltou a ser pequeno e rápido.

Assim, Pikachu descobriu que o que importa não é a sua aparência e sim nunca deixar de ser você mesmo.




APÓLOGO
BOLA PEQUENA
Pedro Paulo Vivas

Um dia um garoto comprou uma bola de futebol. Essa bola era barraqueira, metida, fazia bullying com as outras, era orgulhosa, meio dura, resistente.

Esse garoto já tinha uma bola de basquete e outra pequena bola. A pequena bola era dura, colorida, divertida, saltitante, resistente e solidária.

Quando o menino chegou a sua casa com a bola de futebol, ela já entrou se achando. A bola pequena a recebeu com carinho e disse a ela:

-- Boas vindas ao seu novo lar!

-- O quê? Não escutei nada. – riu debochando - Você disse alguma coisa?

A pequena bola, magoada, não disse nada, mas a bola de basquete a defendeu:

-- Você não tem respeito pelos outros? A bolinha vem te dar as boas vindas e você faz isso com ela. Por quê?

-- Tenho respeito, mas ela é insignificante, fiz isso porque sou maior do que ela. E por que você fala com ela?

-- E por que não falaria? Ela é minha amiga há anos e eu gosto dela. - disse a bola de basquete.

Vendo a discussão, a pequena bola voltou e disse:

-- Você se acha superior só porque sou pequena? Nessa casa não tem ninguém superior a ninguém. Somos todas bolas com formas, tamanhos e utilidades diferentes. E todos os dias o nosso dono nos leva para brincar com os seus amigos, que também levam suas bolas.

A bola de futebol ficou calada e a bola de basquete impressionada com a excelente explicação e argumentação da bolinha.

Pensando no que fez, a nova bola de futebol pediu desculpas. Nunca mais ela voltou a ser arrogante, porque viu que isso só a tornava pior. As três bolas, então, fizeram as pazes, ficaram amigas e nunca mais voltaram a brigar.




APÓLOGO
A LUVA E A BOLA
Raphael Mesquita

Certo dia, uma bola encontrou uma luva que vivia falando:

-- Eu sou melhor do que você, eu sou mais importante!

-- Por que você fala isso?

-- Porque eu é que te agarro quando você é jogada. Eu não sofro em ser arremessada a todos!

A bola e a luva estavam em um estádio de baseball, discutindo, até que o juiz chegou para apitar o jogo do qual participariam.

Já no campo, os jogadores começaram o jogo e até o fim do primeiro tempo, a luva só ficava agarrando a bola.

Essa luva tinha uma amiga – outra luva – que ficava do outro lado do campo e que também debochava da bola.

-- Nós somos muito melhores! Não vamos deixar você passar!

Quando o segundo tempo do jogo começou, a bola estava se sentindo fracassada. As luvas riam da cara dela.

-- Vem pra cá! Daqui você não passa! – disse a primeira luva.

-- Desse lado também não! - disse a segunda luva.

E a bola, chateada, respondeu:

-- Me deixem!

Mas, em certo momento da partida, a segunda luva deixou a bola passar por entre os dedos, sem querer. A bola se sentiu feliz e ficou rindo, pois, do outro lado, a outra luva não a tinha deixado passar.

Ao final do jogo, a bola, se achando vitoriosa, disse:

-- Se deram mal, ficaram se achando e agora provei para vocês que eu sou mais importante!

Depois de ouvir isso, uma das luvas reclamou à outra:

-- Por que você a deixou passar?

-- Não sei, mas acho que tomamos uma bela lição. Aprendemos que cada um tem sua função!

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