"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 19 - QUINTA 18 HORAS

GRUPO SONHOS, RISOS E LIVROS
(5°, 6° e 7° ano)




APÓLOGO
O SÍMBOLO DA DIABETES
Bento Barros

Uma pulseira, criada na fábrica de plásticos de Niterói, foi para o pulso de uma moça delicada. Na hora em que chegou a casa, a moça pegou um ferro bem fino, de ponta quente, e escreveu na pulseira: “unidos pela diabetes”. Depois a jogou em uma caixa escura cheia de pulseiras iguais.

A pulseira olhou ao redor e tentou conversar com as outras pulseiras que logo ficaram muito amigas dela. Elas começaram a ouvir suas histórias e opiniões. Depois de longos dias na caixa escura, a caixa foi aberta e todas as pulseiras foram distribuídas para as pessoas que estavam reunidas em um salão.

A última a sair foi justamente aquela recém-confeccionada e ela foi parar no pulso da moça delicada e também muito comunicativa. A pulseira estava no pulso da moça que iria liderar aquele encontro e ela ficou na frente de todas as outras pessoas falando, erguendo os braços e balançando a pulseira. A pulseira começou a se achar, pensando que fosse a melhor, porque as pessoas gritavam e aplaudiam a moça e a pulseira imaginou que as reações fossem para ela.

No final do dia, as pulseiras foram colocadas de volta na caixa. Então a pulseira, que estava com a moça, começou a zombar das outras, falando que elas eram inferiores a ela. E as pulseiras falaram assim:

-- Você só foi escolhida dessa vez, da próxima vez pode ser qualquer uma de nós.

Depois disso, nenhuma pulseira falou mais com ela e ela ficou parada, sozinha, por causa daquela atitude. Isso serviu como lição, pois falar mal de uma pessoa pode afetar o outro mais do que a dor de um soco.

Quando todas as pulseiras foram dormir, a pulseira que ficou solitária, ouviu uma conversa da moça pelo telefone. A conversa era sobre as pulseiras, a moça falou que as pulseiras eram um símbolo para a doença diabetes, também falou que todas as pulseiras juntas representariam a união do grupo. Então a pulseira pensou que todas as pulseiras da caixa tinham o mesmo valor.

Quando amanheceu, a pulseira solitária fez um discurso dentro da caixa pedindo desculpas para todas as outras pelo que tinha dito e contou o que ela tinha ouvido na noite anterior, sobre todas as pulseiras juntas representarem a doença diabetes. Revelou que todas aquelas pessoas estavam unidas pela doença.

As pulseiras pensaram que elas precisavam ficar mais brilhantes, mostrar a frase que carregavam: “unidas pelo diabetes”, com letras melhores porque todas eram um símbolo importante para a doença.

No dia 05/03/2013 a caixa se abriu e as pulseiras foram todas retiradas, mas o problema foi que o dia estava chuvoso e todos que estavam presentes na plateia estavam com rostos tristes. Quando viram as pulseiras brilhando como o céu azul, todos ficaram sorrindo e prestaram atenção ao discurso da moça. Todos amaram o encontro! Quando acabou o discurso, o dia já estava com muito sol.

No dia seguinte, à tarde, as pulseiras ouviram, no noticiário da TV, uma reportagem sobre elas. O repórter falava sobre o que elas representavam. Elas descobriram também que havia outras como elas em outros lugares do mundo.

As pulseiras unidas espalharam pelo mundo a mensagem de união, coragem e, principalmente, amizade. Elas viraram o símbolo universal da diabetes.




APÓLOGO
A BOLA DE BASQUETE
Gabriel Lessa

A bola de basquete gostava muito do seu dono, que se chamava João Lima, mas ele maltratava-a muito! Um dia, ele enrolou a bola em um foguete e a mandou para o espaço.

A bola voou, voou, voou e caiu no meu quintal. Quando a vi pensei que fosse uma nave alienígena, mas ao chegar mais perto vi que era uma bola de basquete, então a peguei e comecei a jogar com ela. Só então percebi que ela estava furada.

No dia seguinte, falei com a minha mãe que eu ia comprar uma bomba de encher bola. Quando voltei para casa com a bomba, não achei a bola, procurei em todo o canto da casa, mas não a encontrei. Então lembrei que a tinha guardado dentro de meu armário. Que susto!

Eu comecei a encher a bola. Depois de ela ter ficado bem dura, comecei a jogar. De agora em diante, pensei, acho que ela sempre vai gostar muito de mim, pois me transformei em seu novo dono.

A bola gostou mesmo muito de mim e falou:

-- Eu gosto muito de você, você é o meu melhor amigo! Eu vou segui-lo para onde você for. Eu vou ser a sua melhor companheira e vou te ajudar a fazer as melhores cestas.

Eu respondi:

-- Vou ser o seu melhor amigo também! Quando você ficar em uma enrascada ou presa em algum lugar, vou fazer qualquer coisa para te defender e te proteger. Afinal, os verdadeiros amigos são assim!




APÓLOGO
Giulia de Freitas Gavina da Cruz

Em uma cidade muito grande, com muito trânsito e bem movimentada, tinha uma clínica veterinária muito famosa. Sua proprietária era a dona Valentina, que já era bem velhinha, com os cabelos brancos a mostra.

Na clínica havia muitos enfeites de animais como gatos, cachorrinhos, ratinhos e até uns um pouco estranhos, como lebres e porcos.

Em uma prateleira, bem no meio da clínica, havia um bibelô pequenininho em formato de cadelinha, bem branquinho de focinho escuro e laço cor de sangue na cabeça. Era tão bonitinho!

Todos que chegavam, com seus bichinhos doentes, só tinham olhos para a pequena cadelinha de porcelana. Usavam-na como exemplo.

- Eu quero o pelo do meu assim, ó! – dizia um.

- Esse lacinho está lindo! Tem um igual? – outro perguntava.

A pequena cachorrinha era muito popular, rodeada de amigas, mas na verdade se sentia só! Ela queria conhecer o seu verdadeiro amor, um labradorzinho de plástico que ficava de outro lado da prateleira.
           
Um dia, Dona Valentina resolveu limpar as prateleiras. Tirou todos os enfeites, limpou bem e deixou tudo com um cheirinho delicioso de limão. Mas tinha um problema, por já estar bem velhinha, dona Valentina não se lembrava da ordem em que costumava deixar os enfeites, só lembrava que a pequena e linda cachorrinha de pelos brancos, ficava bem no meio.

A pequenininha torcia para ficar do lado do labradorzinho. Torceu tanto que conseguiu.

No dia seguinte, foi falar com o amado:

- Oi! Tudo bem? Meu nome é Lolli. E o seu?

- Me chamo Thor! - ele disse.

- Bonito nome!

Conversaram a tarde inteira sobre tudo o que acontecia na clínica. E o final de semana chegou. Dona Valentina, é claro, foi para casa e os enfeites ficaram sozinhos.

O casal, Lolli e Thor, ficaram se olhando sem falar um “pio” sequer. Até que Lolli lambeu o focinho de Thor. Ele estranhou, mas lambeu o dela também. Eles gostaram!

Lolli passou a tarde pensando: “Sonhei tanto, acreditei nos meus sonhos e, olha só, eu consegui alcançar meu objetivo: agora não me sinto mais só! Tenho alguém com quem compartilhar meus sentimentos”.




APÓLOGO
Isabela Souza Valle Cardoso Lopes

Na casa de seus pais, Sabrina tinha em alguns bambolês, mas somente um era fiel a ela, o Laranjinha. A menina podia jogá-lo o mais longe possível, que ele sempre voltava.

Todos os outros bambolês, quando eram lançados, nunca voltavam, pois tinham preguiça, então ficavam sempre com inveja de Laranjinha, que era o mais querido.

Eles viviam arrumando ciladas para Laranjinha, para que ele fosse perdido, mas a dona sentia a sua falta e ia a sua busca.

Até que um dia, Sabrina, depois de horas, sentindo-se já muito triste por procurar por Laranjinha e não encontrar, desistiu de procurar.

Os outros bambolês ficaram rindo de Laranjinha, enquanto o pobre coitado ficou preso em uma das árvores do quintal por alguns dias. Depois de uma ventania, ele finalmente caiu e foi encontrado.

Laranjinha não aguentava mais a trapaça dos outros bambolês, por isso, se tornou preguiçoso como eles, para que não ficasse diferente dos demais.

Sabrina jogava-o e ele não voltava mais. Então ela ia buscá-lo, mas Laranjinha nunca foi de fazer isso, por isso sua dona estranhava esse comportamento e começou a ficar muito chateada. Uma vez, ela se cansou e deixou o bambolê caído no jardim durante muitos dias.

Laranjinha começou a se sentir solitário e foi percebendo que não devia mudar seu jeito de ser para agradar os outros, porque o mais importante era agradar a si mesmo e manter os seus valores.

Sabrina resolveu dar-lhe mais uma chance. Quando ela o jogou, muito arrependido do que fez das últimas vezes, ele voltou com orgulho.

Os outros bambolês continuaram implicando com ele, porém Laranjinha já não se importava com isso, pois estava feliz consigo mesmo e com a sua melhor amiga.




APÓLOGO
A GIRAFA EGOÍSTA E ZOMBADORA
Luiz Carlos de Castro Vianna

A girafa era um brinquedo de plástico com rodinhas nos pés. Ela estava passeando com seu dono no parquinho. Era um objeto que não ajudava nenhum outro objeto. Ela se encontrava com outros brinquedos, mas não falava direito com eles, porque vivia chateada.

Um dia, a girafa foi para a casa de seu dono e ficou pensando:

-- Eu estou ficando velho para ser um brinquedo. Eu não sou valorizado! Eu preciso fugir.

Então, depois de muito pensar, decidiu:

-- Já sei! Vou fazer meu plano. Eu vou ser piloto de fórmula um, aproveitando a velocidade das minhas rodinhas. Isso sim eu vou gostar de fazer!

E a girafa foi procurar alcançar seu objetivo. Saiu andando pela rua e viu um cartaz onde estava escrito: “Procura-se piloto para representar Niterói.”. A girafa ficou animada e foi logo tentar conseguir o emprego novo.

Ela fez um teste e passou! Estava empregada. Então chegou o dia de sua primeira corrida. Depois de um grande esforço ela ganhou a corrida e chegou exausta em casa, mas feliz. Queria ser campeã mais vezes e não desistiu. Queria ganhar mais corridas.

Em uma delas, a girafa bateu, quebrou a rodinha e pensou que toda sua carreira iria por água abaixo, mas foi consertada e continuou treinando. Não parou por aí! Ganhou mais corridas e ficou famosa.

Moral da História: Não desista dos seus sonhos, só porque eles são difíceis.




APÓLOGO
A PULSEIRA ROMÂNTICA
Mariana Saud

Uma pulseira cheia de corações vivia querendo sair por aí, mas nunca podia, tinha que ficar o tempo todo presa ao pulso de seu dono que a usava como amuleto.

Ela já viajara para diversas partes do mundo, percorreu os Estados Unidos todo de carro e a América do Sul também. A pulseira conhecia muitos lugares, mas não conhecia o amor.

Ela sempre teve uma dificuldade: arrumar um par, encontrar alguém com quem pudesse contar para qualquer coisa, nos altos e baixos da vida. Isso ela nunca conseguiu.

Seu dono sempre foi egoísta, nunca quis saber dos problemas de ninguém e ele estava junto da pulseira desde a sua criação. A pulseira se lembrava com carinho de outras pulseiras que conheceu na loja em que foi comprada, mas sabia que nunca mais a veria. Era tão bom ter amigas...

Todos os dias acontecia a mesma coisa, a pulseira tentava falar com seu dono, ser carinhosa com ele, mas sempre recebia um não quando lhe pedia para arranjar um companheiro. Achava sua vida uma injustiça, ela não falava com ninguém, era muito solitária, não tinha nenhum amigo.

Um dia, quando passeava com seu dono, ela caiu no chão e começou a gritar, mas ele não a ouviu, aliás, como sempre acontecia. Ela ficou desesperada, porque não sabia mais o que fazer.

Até que depois de algum tempo esperando, uma menina, que tinha muitas outras pulseiras em seu braço, a avistou. Ela abaixou-se, pegou a pulseira e levou-a para casa. Ao chegar a sua casa, limpou-a e embrulhou-a dentro de uma caixa.

A pulseira ficou assustada, porque não sabia para onde a levariam. Ela foi dada de presente de aniversário para uma menina tímida e solitária, assim como ela. Pela primeira vez, elas teriam com quem conversar.

A pulseira contou sua história de vida para a sua nova dona, disse que sempre quis arrumar um amor. Sua nova dona ouviu tudo com atenção e decidiu comprou um bracelete para fazer companhia para a pulseira.

A pulseira e o bracelete ficaram conversando por horas e então descobriram muitas coisas em comum, também perceberam que ambos serviam como amuletos, pois ele dava sorte para a dona, porque tinha vários trevos de quatro folhas e na pulseira havia vários corações.

A pulseira romântica percebeu que tinha encontrado o seu grande amor. Ela só teve que esperar a hora certa. Ficou feliz e muito agradecida à sua dona, por tê-la ouvido com atenção e procurado ajudá-la.




APÓLOGO
AMIGOS
Nicollas Pereira Batista

Na loja de brinquedos, um novo brinquedo chegou, ele se chamava Pikachu. Pikachu conheceu fez três novos amigos chamados Oshamott, Charmander e Bubasauro.

Depois de se conheceram, eles foram para onde estavam os soldadinhos de chumbo. Pikachu viu que um dos soldadinhos estava com uma cara de preocupado e perguntou:

-- O que aconteceu?

-- Trinta soldados não voltaram para a estante. Então fechamos o corredor por motivo de espionagem. – disse um dos soldados.

-- Então vamos nos unir para acharmos os trinta soldados. Eu e Bubasauro vamos para o sótão, Charmander e Oshamott vão para as prateleiras. Vamos lá. – combinou Pikachu.

Charmander sendo um bom amigo deu uma tocha para Pikachu, porque lá no sótão era bem escuro e eles iriam precisar.

Pikachu e Bubasauro chegaram à porta do sótão e Bubasauro usou seu chicote de vinha para abrir a porta. De repente, Pikachu viu que estava tudo cheio de teia de aranha e que teriam que ter cuidado para que a tocha não tocasse nas teias, ou poderiam queimar o sótão todo. Pikachu disse:

-- Bubasauro, olhe um dos soldados preso numa das teias!

-- Cuidado! Aranha! – gritou Bubasauro.

-- Ah! – pulou Pukachu.

Então Bubasauro tirou o soldado da teia e o Pikachu ficou tentando lutar com a aranha. O Pikachu venceu e comemorou!

Os soldados foram libertados e puderam voltar para o seu lugar. Eles ficaram felizes e perceberam que com amigos a vida fica sempre mais fácil!




APÓLOGO
PAIXÃO SEM LIMITES
Rafaela Reis Carvalho

Quando Cecília estava em uma viagem de férias com a família no Sergipe, foi a uma feirinha e viu uma tenda onde faziam objetos de cerâmica. Lá havia um artesão que ensinava o seu ofício, então a menina se aproximou e sentou em frente a uma mesa recebendo logo uma peça de barro. Ela fez uma bela caneca.

A caneca ficou muito feliz ao nascer e ter vida. Ela foi pintada com cores bem vibrantes e com muito capricho. Cecília a segurava com todo cuidado para que não quebrasse. A caneca sentia, pela primeira vez,que estava segura e que a menina iria guardá-la no coração.

A menina fez suas malas no hotel e se preparou para voltar para casa, que ficava no estado de São Paulo. Durante a viagem, a caneca foi colocada dentro de uma caixa, toda embalada com jornal. Ela podia ouvir as vozes das pessoas, por onde a menina passava.

Assim que Cecília chegou a sua casa, a caneca foi desembalada e colocada na estante com outras canecas que eram de porcelana, vidro e aço. A caneca de barro comentou com as outras como foram os seus primeiros dias de vida.

Cecília tinha um irmão que adorava mexer em tudo. Seu nome era Lucas, ele tinha cinco anos. Dias depois, Lucas passou pela prateleira onde estava a caneca de barro, esbarrou nela e ela caiu. A caneca do Sergipe se despedaçou toda. Ela se sentiu muito triste e começou a se perguntar: “Será que eu vou ficar aqui no chão mesmo? Será que eu vou parar no lixo?”

Lucas sabia que sua irmã gostava muito de sua coleção, por isso entrou em pânico. Ele catou os cacos, foi até o porão de sua casa, pegou a pistola de cola quente e fez de tudo para consertar a caneca, porém não conseguiu. Lucas saiu correndo escancarando as portas à sua frente. Entrou no seu quarto e escondeu os cacos em uma gaveta.

Cecília voltou para casa morrendo de sede, por causa do treino de futebol. Foi até a prateleira e procurou pela sua caneca preferida, mas não achou. Então, foi até o quarto do irmão e perguntou a ele se tinha visto sua caneca. Lucas acabou abrindo a boca. Mostrou para a sua irmã onde tinha escondido os cacos da caneca, mas Cecília não brigou, pois ele contou a verdade.

A caneca, ao ouvir aquilo, ficou muito feliz e com muita esperança de que seria consertada, mas também sentiu medo de que Cecília a jogasse fora, que Cecília não quisesse uma caneca cheia de marcas e rachaduras.

De repente, a caneca começou a ouvir Cecília e Lucas conversarem novamente. Eles falavam de sair e comprar um pedaço de barro para colar os cacos da caneca, usando o mesmo material.

De manhã cedinho, os dois saíram e foram a uma papelaria bem perto da casa onde moravam. Lá compraram o barro. Ao chegarem a casa, desceram até o porão e, como Cecília tinha aprendido várias técnicas de cerâmica no Sergipe, conseguiu consertar a caneca rapidamente.

A caneca se sentiu muito contente por voltar a viver. Naquele momento, sabia que a menina estaria com ela para o que desse e viesse.

Toda essa experiência mostrou que Cecília era uma menina que preservava o valor sentimental e não o material. A caneca passou a ficar mais confiante sobre o amor de Cecília.

Moral da história 1: Reutilizar e reciclar são ações melhores do que descartar.
Moral da história 2: A verdade é sempre melhor do que a mentira.

Nenhum comentário: