"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 3 - QUARTA 9 HORAS

GRUPO COMO ESTRELAS NA TERRA
(4°, 5° e 6° ano)




APÓLOGO

AJUDAR É MELHOR DO QUE COMPETIR
Bruna Santos

Era uma vez uma bola chamada Bolita, que vivia em uma loja de brinquedos. Ela tinha sido fabricada há dezesseis anos e adorava pular. Ela tinha duas amigas, a Bobola e a Bolila.

Bolita sempre sonhou que algumas crianças iriam comprá-la, mas os anos se passavam e ela completou dezoito anos sem ser escolhida.

Um dia se cansou e resolveu fugir para a casa de uma menina rica chamada Kate. Quando Bolita viu Kate passeando no shopping com uma sacola, decidiu pular para dentro dela sem pensar duas vezes, mas fez o maior barulho.

-- O que foi isso? – perguntou Kate.

-- Não sei, filha. – disse sua mãe.

-- Acho que foi na minha sacola. – comentou Kate.

Na mesma hora, Bolita se escondeu. Kate olhou dentro da sacola e não viu nada. Quando chegou a sua casa, tirou tudo da bolsa e viu Bolita. Então disse:

-- Pequenina, você é linda, vou levá-la para a sala de bolas de competição!

Quando Bolita ouviu isso ficou animada, mas assim que chegou lá ficou com medo, porque todas as bolas eram muito rápidas, então resolveu treinar.

No dia seguinte, aconteceu uma competição e nela Bolita teve que disputar com Boing-boing.

No inicio Boing-boing a ultrapassou, mas depois Bolita a alcançou e, quando Bolita estava quase ganhando, Boing-boing caiu no chão e Bolita resolveu voltar para ajudá-la.

Então as duas empataram, ficando em primeiro lugar. Boing-boing ficou muito agradecida pela ajuda de Bolita e disse:

-- Obrigada, Bolita, por ter me salvado. Não esperava de você um gesto tão nobre. Você me ajudou e assim perdeu a sua posição na prova.

-- De nada. – disse Bolita – Você quer treinar comigo?

-- Claro, eu adoraria.

Dias depois, houve outra corrida e Boing-boing deixou Bolita ganhar, como demonstração de sua gratidão.

As duas se tornaram amigas, parceiras e passaram a sempre se ajudar, porque competir é bom, mas ter um bom amigo é ainda melhor.

Assim aprenderam a ser solidárias e a ajudar quem precisasse, pois descobriram que juntas são mais fortes e que fazer amigos era melhor do que ganhar sempre.




SEGUNDO APÓLOGO

A GUERRA DOS LÁPIS DE COR
Bruna Santos

Os lápis de cor brigavam dentro do estojo da Julia...

-- O mundo seria bem melhor se fosse todo rosa!– disse Rosita.

-- Que nada o mundo já é lindo por ser todo colorido!– disse Branquela.

-- Concordo com você, Branquela! - disse o Azulito – Eu pinto o céu, você as nuvens, a Rosita as rosas, o Verdão a grama e o Amarelo o sol!

-- Não, o mundo é horrível! Eu não gosto assim, eu tenho que ser a cor principal! Eu sou a melhor cor do mundo! Amanhã vamos perguntar para o preto, ele sabe de tudo, ai vocês vão ver! – disse Rosita.

No dia seguinte...

-- Mestre Negro, diga-nos qual é a cor mais bela. - pediu Rosita.

-- Rosita, não há cor mais bela. Todas as cores são lindas! - disse Mestre Negro.

-- A gente te avisou, Rosita, não existe cor mais bela! - todos disseram.

-- Quer saber, eu nem ligo para vocês mesmo. Eu sei que no fundo eu sou a mais bela. Só que vocês não têm coragem de admitir.

-- Já que você se acha a principal, por que você não muda de dono. A Clarita só tem lápis cor de rosa, por que você não fica lá? - sugeriu Branquela.

-Quer saber, eu vou para lá mesmo. Vocês não sabem me tratar bem. Então até nunca mais!

Moral da história: Não seja egoísta, nem esnobe, afinal ninguém é melhor do que ninguém. Cuidado para não viver na solidão! A diferença é sempre muito legal!




APÓLOGO

O SONHO MELHOR
Clara Reis

Na cidade de Petrópolis, existia um carrinho bem antigo, semelhante a uma carruagem, que vivia solitário na casa da vovó Neusa, sempre enfeitando a mesma prateleira.

Todo dia ele pensava nos carros que ajudavam a levar as pessoas para outros lugares. Sentia que era isso o que ele queria fazer na sua vida. Um dia ele decidiu e disse:

-- Vou sair dessa estante para realizar o meu sonho e ninguém vai me impedir!

Ele então pulou da estante e fez um barulhão: “Cabum!”. Mas ninguém ouviu, afinal a vovó já estava bem velhinha.

Saiu da casa da vovó Neusa em segredo e arrumou um amigo, o tinteiro, ou melhor, um balde de tintas, que era um profissional da pintura. Ele falou:

-- Ei, você precisa de uma pintadinha, está enferrujado, né?

-- Sim, estou. Estava parado há muito tempo.

-- Mas por quê?

-- Fiquei em uma estante pegando poeira durante quatro anos.

-- É melhor nós irmos para uma oficina, não acha? – sugeriu o tinteiro.

-- Sim, vamos agora mesmo. Não veja a hora de ficar novinho!

Então foram para uma oficina e lá o tinteiro pintou e reformou o carrinho.

-- Obrigado! - disse o carrinho.

-- De nada! Esse é o meu trabalho.

-- Vamos para a frente do Museu Imperial? – sugeriu o carrinho.

Então, quando estavam lá na porta do Museu, chegou o primeiro casal de clientes, querendo andar de carruagem.

-- Quanto custa uma viagem para o Rio de Janeiro?

-- Dez reais por hora. – respondeu o tinteiro que entendia de preços.

-- Vamos, suba. - chamou o carrinho.

Então o carrinho conseguiu realizar o seu sonho. O casal subiu e os quatro foram seguindo para o Rio de Janeiro, mas o carrinho estava tão empolgado que se perdeu.

Ele entrou em uma rua deserta que dava para umas lindas e enormes montanhas. O casal perguntou:

-- Onde estamos?

-- Nas montanhas. – avisou o tinteiro.

-- Como sairemos daqui? - perguntou o carrinho para o tinteiro.

-- Teremos que subir essas montanhas para chegarmos até a rua que precisamos encontrar para nos levar ao Rio.

Eles conseguiram atravessar a montanha e chegaram ao Rio de Janeiro, deixando o casal bem satisfeito.

Foi uma aventura e tanto. Então, o carrinho voltou para Petrópolis com o tinteiro e o agradeceu por ele ter ajudado a realizar o seu grande de sonho. Depois de ter agradecido, os dois continuaram viajando e viveram juntos muitas outras aventuras.

Moral da História: Tente e irá conseguir!




SEGUNDO APÓLOGO

NA ESCOLA
Clara Reis

Um dia, na sala da turma do 4º ano, havia um lápis grafite e uma caixa de lápis de cor, que moravam no estojo do Lucas.

O lápis grafite gostaria muito de ser um lápis colorido, mas não sabia o que fazer para se transformar.

Então resolveu pedir a tinta guache para ajudá-lo, mas a tinta lhe disse que não poderia fazer nada.

O lápis grafite resolveu pedir ajuda ao rei dos lápis de cor, queria saber como pertencer ao seu reino. O rei falou para o lápis grafite:

-- Posso te dar um conselho de rei?

-- Claro, pode. - aceitou o lápis.

-- Seja você mesmo! Imagine se as crianças ficarem sem um lápis grafite na hora da prova. E a borracha, o que faria sem apagar você?

O lápis grafite escutava e pensava. E o rei continuou:

-- Só você tem essa cor especial que parece com o cinza. Além disso, ninguém é melhor do que ninguém. Todos são bons no que fazem.

Só então o lápis entendeu.

-- Obrigada pelo seu conselho de rei!

-- Não foi nada! Tchau. Tenho que ir!

Então o lápis grafite voltou ao estojo do menino orgulhoso de si mesmo. Então tudo voltou ao normal.

Moral da história: Ninguém é melhor do que ninguém.




APÓLOGO

O ARCO QUE PODE VOAR
Júlia Martins

Era uma vez um bumerangue que se chamava Rocktock. Ele era antigo e sempre ficava no topo da prateleira. O seu maior sonho era voar como seus amigos que eram o avião elétrico e a pipa, mas ele não sabia como.

Nesse momento, mesmo não sabendo o que serviria para fazê-lo voar, teve a ideia de pedir ajuda para os amigos.

Ele pensou em pedir ajuda para o quadro, mas percebeu que o quadro não ajudaria em nada, porque ele não sabia voar, ele ficava o dia inteiro na parede.

Depois resolveu pedir auxilio para bola, mas ela respondeu:

-- Eu só sei pular, não sei voar! Não posso te ajudar!

O Rocktock, chateado porque não conseguia realizar seu sonho, fez uma nova tentativa. Ele falou com a pipa, que disse:

-- Eu sou muito frágil, não posso te ajudar, tente perguntar para o avião elétrico. Acho que ele terá a solução.

O Rocktock ouviu o conselho da pipa e resolveu falar com o avião e perguntou:

-- Me ajuda a voar?

O avião respondeu:

-- Claro! Eu sou forte e elétrico. Suba em mim e poderá voar.

O Rocktock subiu no avião e os dois começaram a voar, mas o avião perdeu o equilíbrio e o bumerangue acabou caindo e entrando no quarto de uma menina chamada Rafaela.

Ele se ficou chateado porque ele achou que não conseguiria voar nunca mais, mas de repente ele teve uma surpresa. A Rafaela entrou no quarto e os dois começaram a se divertir juntos.

Ele teve a liberdade de brincar com uma criança. Rocktock ficou muito feliz, porque ela o lançava e ele conseguiu voar por alguns minutos. Era uma sensação maravilhosa! Depois ele voltava para a mão dela, sabendo que mais tarde voaria de novo.

Ele ficou muito satisfeito com a sua vida ao lado da Rafa, porque com ela ele conseguiu realizar o seu sonho de voar e assim ele se sentiu feliz para sempre.




SEGUNDO APÓLOGO

O SONHO QUE FOI REALIZADO
Júlia Martins

Era uma vez um lápis grafite e ele ficava sempre no fundo do estojo do Léo, bem abandonado, e não se divertia nunca.

Um dia ele tentou pedir ajuda para os seus amigos que eram o lápis de cor, o apontador e a borracha. Ele falou:

-- Por que eu não sou usado?

E o apontador disse:

-- Nós pensamos que você gostava de ficar ai embaixo do estojo.

-- Não! Eu quero subir e ser um lápis usado.

Ai a borracha falou:

-- Deixa-me ver o que faço... Acho que nós podemos te ajudar.

E o lápis falou:

-- Ok. Como?

O lápis de cor respondeu:

-- Você pega a nossa mão e nós te puxamos e você fica aqui em cima a espera do Léo. Daqui a pouco ele te vê e você vai ser usado.

Quando o lápis ouviu essa frase ficou muito feliz e tentou subir se agarrando nos amigos. Quando viu estava sendo usado. E repetiu rapidamente:

-- Muito obrigado! Muito obrigado! Muito obrigado!

O lápis ficou muito feliz e descobriu que quando não souber o que fazer deve perguntar aos amigos e que nunca se deve desistir dos sonhos.




APÓLOGO

TUDO QUE VAI, VOLTA
Julia Miorelli de Freitas

Era uma vez um ioiô chamado Iodícil. Ele era ágil, veloz e um pouquinho medroso.

Um dia, ele estava em uma loja de brinquedos, quando sentiu uma mão pegando-o por trás. Ele ficou um pouco nervoso e assustado, mas depois entendeu o que estava acontecendo.

A loja estava em “sale’’, ou seja, em liquidação. Muitos clientes disputavam o ioiô. Teve até briga para comprá-lo, por causa da sua linda e brilhante luzinha e porque ele tinha uma cobertura plástica bem macia.

Diante da confusão, uma menina o pegou e o lançou várias vezes. Então ele resolveu falar para ela:

-- Como é bom quando as pessoas pegam na minha cordinha e sorriem ao me ver. Adorei esta sensação! Chegar até o chão por uma cordinha, sem nunca me machucar é ótimo! É muito bom ser um ioiô.

Ao ouvir isso, ela o comprou imediatamente. No dia seguinte, ele já estava em sua nova casa, brincando com a sua nova dona. Achou que tudo seria só felicidade!

Brincaram tanto, tanto que ele se quebrou e perdeu sua companheira, a linha, e por isso foi deixado de lado. A menina o guardou no armário do quarto, que era alto e escuro.

Insatisfeito e chateado por estar tão abandonado, ele resolveu que deveria se transformar e ser uma bolinha ping–pong ou uma bolinha perereca, agarrou-se a sua ideia e seguiu em frente com esse projeto.

Iodícil começou a procurar objetos dentro do armário que pudessem ajudá-lo com a sua mudança de formato. Procurou, procurou e achou alguém que poderia colaborar com ele. Ele pediu:

-- Poderia me ajudar, Senhora Cola?

-- Sim, do que você precisa?

-- Eu preciso que me refaça e que me transforme em uma bolinha.

-- Ok, vou tentar, mas vamos precisar de outros ajudantes.

Depois de horas tentando, finalmente conseguiram. Iodícil virou uma bolinha bonita e colorida, como era o seu desejo, mas continuou insatisfeito e chateado por estar tão abandonado.

Um mês depois, Iodícil se arrependeu da ideia de ser bolinha e resolveu ser um ioiô novamente, procurou a Senhora Cola e falou:

-- Me ajude, me ajude!

-- O que foi dessa vez, Iodícil?

-- Quero voltar a ser um ioiô! Não gostei de ser uma bolinha, sinto que essa não sou eu. Perdi minha personalidade.

-- Ok, mas agora é a última vez que eu te ajudo! Vou juntar todo mundo outra vez!

Uma hora depois, ele voltou a ser Iodícil. O carretel de linha, que também morava naquele armário, se ofereceu para ajudar, cedendo um pouco de sua linha para completá-lo e o ioiô voltou com tudo, estava 100%. Ele voltou a ser ele mesmo.

Conclusão: Nunca deixe de ser o que você realmente é!




APÓLOGO

AVENTURAS DE BOING – BOING
Livia Vargas Cavalcanti

Era uma vez bolinha pula – pula chamada Boing - Boing. Ela gostava muito de sua vida, pois era muito usada pelas crianças do clube e amava isso.

Ela era feliz com seu dono e gostava muito dele, gostava tanto que fazia qualquer coisa para defendê-lo, mas não pensava antes de agir.

Um dia, Boing - Boing foi tentar defendê-lo e acabou machucando uma pessoa inocente! Ficou muito arrependida, mas pensou: “Desta vez... passa!”

Ela nem se desculpou, pois não queria deixar de ser feliz por uma coisa tão boba. Simplesmente, deixou para lá.

Aos poucos, sem perceber, foi machucando outras pessoas e então uma criança apareceu com uma bolinha novinha em folha, mas macia e calma, chamada Bolasca. Todos preferiram jogar com ela e então a pobre e atrapalhada Boing - Boing foi esquecida na escura gaveta do armário do clube.

Boing - Boing não resistiu e começou a chorar se perguntando:

-- O que aquela bolinha tem que eu não tenho? É a cor? A aparência? O quê?

E depois de longos minutos de sofrimento, adormeceu. Quando acordou decidiu na mesmo hora:

-- Vou descobrir porque me substituíram!!!

Então Boing - Boing rolou, pulou, mexeu-se toda para sair da gaveta. No sétimo pulo, conseguiu escapar e, sem preguiça, foi até a quadra, onde todos costumavam ficar brincando.

Quando chegou... Que susto! As crianças estavam jogando como outra bolinha, até o seu dono participava da farra.

Queria que alguém a percebesse e então rolou na frente de todos. Até que: “Tchuummm!!!” Fez um menino cair! Xiiiii... Outra vez...

Todos foram ajudar o garoto, ignorando a Bolasca, que aproveitou para rolar até a cena e se aproximar de Boing – Boing.

-- Oi, qual é o seu nome? – ela perguntou.

-- O meu nome é Boing - Boing.

-- Olá, meu nome é Bolasca.

-- Olha, vou tentar falar de um modo que não seja grosseiro, vou dizer de um jeito gentil, mas você tem que conseguir me explicar. Afinal, o que você tem que eu não tenho? – questionou Boing – Boing.

-- Por que quer saber isso?

-- Porque fui substituída por você e não gostei disso!

-- Olha, tudo o que posso contar é que ouvi as crianças dizerem que você machucava muito todo mundo.

-- Ué, eu só defendia o meu dono!

-- Mas ninguém gostou desse seu comportamento! – garantiu Bolasca.

-- Obrigada pelas informações! – disse com tristeza Boing – Boing.

-- De nada!

Então Boing - Boing voltou para o quartinho de guardados do clube pensando no que iria fazer para voltar a ser aceita e querida. Ela queria muito voltar a jogar e a se divertir!

Para sua enorme surpresa, ela não precisou fazer nada! Bolasca sabia o que era passar pelo que ela estava passando, sabia o que era ser rejeitada, sabia o que era ser substituída, então parou de jogar por conta própria, para devolver o lugar à bolinha antiga.

Boing - Boing ficou muito agradecida e decidiu que um dia iria retribuir. Boing-Boing voltou a ser jogada para sempre, aprendeu a não machucar ninguém e ficou muito, muito, muito feliz.

Algumas semanas depois, Bolasca e Boing-boing se reencontraram e viraram as melhores amigas uma da outra.

Moral da história: Pense bem antes de agir, pois, se não pensar, o seu futuro você afetará! Um pouco de delicadeza não faz mal a ninguém, afinal, ninguém merece ser machucado.




SEGUNDO APÓLOGO

UM TRABALHO APAGADO
Livia Vargas Cavalcanti

Era uma vez uma menina chamada Júlia, ela estava nas férias de janeiro se preparando para o 6º ano, mas ainda não tinha nenhum material!

No dia seguinte, foi até a papelaria com sua mãe para comprar lápis, caneta, apontador, caderno... Então chegou a sua casa com seu lindo e novo material! Estava super ansiosa para usá-lo e arrasar na escola!

O dia chegou! O primeiro dia de aula de Júlia no 6º ano! Pegou seu estojo sem saber que tinha comprado o lápis mais implicante da loja e a borracha mais exagerada.

Rapidamente, tirou o lápis e a borracha do estojo parra começar a aula. Escreveu, escreveu e escreveu até que a borracha fez: “chic, chic, chic”, passando por cima das letras.

-- Meu Deus, o que você está fazendo? - reclamou o lápis com a borracha.

-- E isso mesmo o que está vendo. - respondeu a borracha.

-- Não!!! Não faça isso! Sabe o quanto precisei diminuir minha ponta para escrever tudo isso? - perguntou o lápis. - Quando escrevo eu me gasto, sabia?

A borracha ficou sem respostas, só continuou o seu: “chic, chic, chic”, sem piedade.

No segundo dia de aula, o lápis já sabendo o que iria acontecer, foi pronto e preparado para encontrar a borracha. Então eles se encontraram novamente.

O lápis começou a escrever com muita força, mas a borracha não deu bola, apagou tudo e o lápis considerou a vitória da borracha.

Quando eles voltaram para casa, o lápis saiu da mochila da Júlia e começou a rabiscar uma folha, a borracha logo viu e entrou em ação. Então começou uma briga!

O lápis não parava de rabiscar e a borracha não parava de apagar! Até que as duas se deram conta de que estavam super pequenas a beira da morte!!! Ficaram muito chateadas, pois eram novinhas, então resolveram parar de criancice e ficar cada uma no seu canto.

Moral da História: Não queira competir em nada com ninguém, pois você pode se prejudicar, sem nem perceber!



APÓLOGO
Natália Néspoli

Era uma vez uma árvore. Ela era de madeira, tinha flores e folhas e era toda branca. Aposto que você ficou espantado com essa última característica, mas vou te explicar o porquê dela ser branca: ela era um enfeite! Vou contar a história dela.

Era um dia normal na floresta, todas as árvores estavam conversando e brincando, até que um homem chegou e arrancou-as do chão para levá-las para uma fábrica. Lá na fabrica, elas foram cortadas em um formato único, ficaram pequenas e curvas. Depois disso, foram pintadas de branco, postas em caixas e levadas para uma loja.

Na loja, elas foram guardadas em prateleiras, onde ficariam até que alguém as comprasse. A árvore em questão foi a primeira a ser comprada, depois chegou outra moça e comprou todas as outras.

Na casa da mulher que comprou apenas uma árvore, não havia mais ninguém como ela, por isso, ela ficou se sentindo muito sozinha. Enquanto suas amigas estavam todas juntas, ela não conhecia ninguém.

Os outros objetos que estavam na sala da casa disseram:

-- Aonde já se viu uma árvore assim?

Mas os livros responderam:

-- Calma, ela é só para decoração!

E a árvore explicou:

-- Eu já fui uma árvore de verdade... Agora virei um enfeite.

E pediu:

-- Vocês poderiam me ajudar? Eu queria reencontrar minhas amigas.

A mulher que comprou a árvore tinha uma filha, a Marcela. Então a árvore pensou em pegar uma carona com um dos brinquedos da Marcela.

Na sala, tinha um carrinho. Ela perguntou se ele poderia levá-la até o quarto da Marcela para ela ver se algum brinquedo poderia ajudá-la a encontrar a casa onde estavam suas amigas. O carrinho aceitou o desafio e carregou a árvore branca de madeira na sua caçamba.

Chegando ao quarto da Marcela, a árvore perguntou para a pipa:

-- Você poderia me ajudar?

-- O que eu deveria fazer? – perguntou a pipa.

-- Só me carregar para voar por aí e chegar até a casa das minhas amigas. – respondeu a árvore.

-- Você é muito pesada, vou me rasgar, desculpe-me, mas não vai dar!

-- Tudo bem.

Então, ela decidiu perguntar para o avião de brinquedo:

-- E você, poderia me ajudar?

-- Desculpe, estou sem pilha, não vai dar.

-- Tudo bem... – aceitou. - Mas o que eu vou fazer para realizar o meu sonho?

A árvore pensou em ficar em cima do carrinho e esperar alguém abrir a porta, então escapariam. Uma hora depois, a mãe de Marcela saiu de casa e a árvore aproveitou a chance e também saiu acompanhada do carrinho.

Eles ficaram nas ruas bastante tempo até acharem a casa das amigas da árvore, que ficava em uma rua ao lado da casa de Marcela, mas que para um carrinho de brinquedo e uma árvore de madeira parecia muito longe.

A árvore ficou muito feliz, principalmente com a boa vontade do carrinho, pois se ela agora estava com as suas amigas era apenas por causa dele. Então, agradeceu muito e convidou-o a ficar morando ali também.

A árvore se sentiu completa por estar perto de suas amigas, mas o carrinho decidiu voltar, para sua casa, pois não queria abandonar a Marcela. Os dois se despediram e desejaram boa sorte um para o outro. Cada um foi feliz da vida para o seu próprio lado.

Moral da história 1: Nunca desista dos seus sonhos e aceite a ajuda dos amigos para realizá-los, mas nunca se esqueça de agradecer.

Moral da história 2: O melhor para um, não é o melhor para todos.




SEGUNDO APÓLOGO

O LÁPIS E A CANETA
Natália Néspoli

Era uma vez um lápis e uma caneta que sempre brigavam pela atenção de Luana:

-- Está na hora de escrever no caderno! - dizia a caneta – Ela vai me usar!!! Oba!

-- Só para as coisas mais importantes... - interrompeu o lápis – Ela vai me usar para todo o resto.

E continuavam assim até a borracha e o liquid paper os fazerem parar.

-- Se vocês não pararem, vamos apagar vocês! – falavam os dois.

Luana não escutava as brigas, portanto não fazia nada a respeito.

Todos os outros materiais pediam para eles tentarem se entender e para observarem tudo o que têm em comum, mas eles nunca escutavam e continuavam brigando.

Até que um dia, quando o lápis estava sendo usado, a caneta caiu no chão. Luana a pegou e guardou seus pedaços no estojo. O lápis entrou no estojo e disse que não admitia vê-la assim.

A caneta ficou emocionada e surpresa. Só então os dois perceberam suas fragilidades, afinal, ambos um dia vão acabar.

Ao perceberem que estavam perdendo tempo brigando e que quanto mais eles fossem usados mais ficariam perto do seu fim, finalmente, ficaram muito amigos.








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