"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TURMA 5 - SEXTA 9 HORAS

GRUPO CONHECIMENTO AMIZADES E CONVERSAS
(4°, 5° e 6° ano)




APÓLOGO
A ESPERANÇA DO GATINHO
Agnes de Castro

Um gatinho bem roxinho, que ficava na vitrine de uma loja, queria muito ser comprado para poder fazer o seu trabalho. Ele era um peso de papel doido para segurar os papéis de uma mesa, sendo então um objeto útil e importante.

Até que uma vez, finalmente, apareceu na loja um homem desesperado para comprar algo:

-- Por favor, você tem um objeto roxo e barato para eu comprar? - disse o homem. Roxo é a cor preferida da minha filha.

-- Bem, nós temos essa almofada, essa mochila... - disse o vendedor resmungando um pouco.

O homem estava com muita pressa e só queria uma lembrancinha. Então viu uma coisa pela qual se interessou:

-- E esse gato, quanto custa?

E o vendedor respondeu:

-- Ah! Esse peso de papel? Ele custa R$ 4,00. Mas ninguém quer comprá-lo, está aí na vitrine há um tempão. Ele já é muito velho.

O gato ficou agoniado e chateado por ouvir isso de seu vendedor. Então pensou:

-- Se eu não me importar com o que dizem, vou manter sempre a fé de que alguém irá me escolher. Não quero me entristecer, nem desistir!

O homem então fez sua escolha. Comprou o gato roxo e fez uma criança muito feliz, porque além dele ter comprado um peso de papel, sem perceber, comprou também algo que se tornou um brinquedo único e especial para a sua filha.




APÓLOGO
UMA AVENTURA
Daniela Valente

Existiu um balde de pipoca que adorava seu trabalho, mas um dia ele se cansou. Ele percebia que não era amado.

Ele sempre ia para o cinema com seus donos, que o esqueceram lá.

-- Nossa, me esqueceram!!! - o balde observou com tranquilidade.

-- Você não se importa? - disse uma pipoca jogada no chão.

-- Eu não! Estava cansado do meu trabalho e já sabia que eles não ligavam para mim. - falou o balde.

Os donos dele nem ligaram para o fato de o terem perdido, apenas compraram outro balde. Ai o balde falou:

-- Se eles compraram outro de mim é porque não sentiram a minha falta. Então vou sair daqui e vou me aventurar.

O balde viu que ia passar uma carroça, então ele pulou lá dentro, sem saber para onde ia. estava disposto a viver muitas experiências novas.

Depois disso, o balde participou de várias aventuras... Passou pelo esgoto, passou por tempestades e, por fim, passou por um carro e quase foi atropelado. Ele já estava todo sujo, quando pensou:

-- Eu era tão feliz com a minha família. Sinto saudades de um lar.

Ele achou uma torneira com água, tomou um jato d’água e foi na primeira porta que viu. Tocou a campainha e ficou parado lá, então pegaram-no.

A menina que pegou o balde se chamava Daniela. Então ela colocou o balde na mesa da cozinha, pegou um saco de pipocas, botou no micro-ondas e ele pipocou. Ela pegou o balde cheio de pipocas e os dois viram um filme emocionante.

E foi assim todas as noites.




APÓLOGO
A PULSEIRA DE BORRACHA E A BUSCA PELO AMOR VERDADEIRO
Ian Drumond

Um dia, a loja de pulseiras estava lotada, era dia dos namorados e todos estavam atrás de presentes. O estoque de pulseiras estava acabando e só havia três pulseiras sobrando. Uma de ouro, uma de prata e outra de borracha.

-- A loja está movimentada. Hoje o dia vai ser bom! - argumentou a pulseira de prata.

-- Olha só, duas pessoas olhando para a gente! – falou a pulseira de ouro.

-- Tomara que uma delas me escolha. – disse a pulseira de borracha.

-- Bom dia, senhor! Eu estou atrás de um presente para dar para a minha namorada. – falou uma das pessoas ao entrar na loja.

-- Eu também! – falou a outra pessoa.

-- Eu aconselho vocês a comprarem a pulseira de ouro e a pulseira de prata. - sugeriu o vendedor.

-- Eu quero a de ouro! – falou um dos homens

-- Eu quero a de prata! – falou o outro homem.

Então as duas pulseiras, amigas da pulseira de borracha, foram compradas.

Poucos minutos depois, o homem que havia comprado a pulseira de ouro, voltou para a loja.

-- A pulseira que eu comprei caiu no chão. Você tem mais pulseiras? – perguntou o homem.

-- Tenho sim. Uma pulseira de borracha. Serve? – perguntou o vendedor.

-- Serve sim. – respondeu o homem.

-- É a minha chance. - pensou a pulseira de borracha.

Então a pulseira de borracha foi comprada.

O homem chegou na casa da sua namorada.

-- Amor, olha o que eu comprei para você. Uma pulseira! Nela está escrito: Amo você! – disse o homem.

-- Que coisa pobre, você não me ama! – berrou a namorada do homem ao jogar a pulseira de borracha no lixo.

Mais tarde, naquele mesmo dia, passou o caminhão de lixo e recolheu o lixo da casa da namorada do homem.

-- Olha! Uma pulseira! Ela é perfeita para eu dar para minha namorada. - falou o lixeiro ao pegar a pulseira e guardá-la no bolso.

-- Finalmente vou ser amada por alguém... – pensou a pulseira de borracha. Quando o lixeiro chegou em casa, ele deu a pulseira para a sua namorada.

-- Amei! Vou usá-la junto com as outras que você me deu. - disse a namorada do lixeiro.

-- Bem vindo ao time! – disseram as outras pulseiras ao receberem a pulseira de plástico na caixinha de bijuterias.

Então a pulseira de borracha, finalmente, teve amigos de verdade.

Para amar um objeto, ele não precisa ter valor material, só tem que ser valioso para você. O objeto só precisa representar uma coisa importante e boa!




APÓLOGO
POCK VIDA
Lucas Silva

Você não vai imaginar o que aconteceu. Uma pockbola ganhou vida. De repente, ela podia pensar e falar o que pensava, mas a intenção dela era outra.
Ela queria aprisionar pockmons, mas ela não sabia como pegar pockmons. Então ela foi pedir ajuda para o seu amigo pockbecks, queria que ele explicasse como pegar pockmons.

O pockbescks disse que para ele pegar um pockmom precisaria de um treinador, mas a pockbola não se convencia de precisar de um treinador, ela queria ter o potencial de pegar um pockmom sozinha.

Então ela disse:

-- Não, não, não, não preciso de um treinador!

O pockbescks insistiu, repetindo que não tinha jeito, que se ele queria pegar um pockmom precisaria de um treinador, mas a pockbola, muito teimosa, não se convencia e gritou:

-- Eu quero pegar um pockmom, mas não quero um treinador.

O pockbescks disse:

-- Você que sabe, eu só queria ajudar, mas, como você não quer me ouvir, não vou brigar com você. Se me dá licença, eu vou identificar uns pockmons.

-- Que grosseiro! Faz questão que eu tenha um treinador... - comentou a pockbola. - Eu sei que eu consigo pegar um pockemons sozinho, só preciso descobrir como! - pensou

-- Há! Já sei! – gritou animado. - Ele disse que eu preciso de um treinador, porque o treinador ia me lançar no pockemom, mas se eu pular bem alto em cima dele, eu vou capturá-lo! Mas como pular? É o que eu tenho descobrir.

Pockebola pensou e pensou muito. Fez planos e imaginou várias formas de fazer isso, até que se lembrou:

-- Ah, já sei! Vou montar em uma cama elástica e pular em cima do pockemom.
Saiu procurando os pockmons, levando sua cama elástica, mas não achoui nenhum.

-- Oh, não!!! Como? Aqui não tem pockemons! O que houve? Antes eu tinha visto uns 100 pockemons aqui e agora não tem nenhum! – reclamou chateado.

Ele ficou tentando descobrir o que houve até que se lembrou do que o pockbescks disse: “Se me der licença, eu vou identificar uns pockemons!”

Imaginou que isso que foi dito, se pensado por outro lado, poderia significar: “Vou afastar uns pockemons para te impedir de capturá-los!”

Então disse para si mesmo:

-- Aquele mentiroso!

Pockmon ouviu um barulho vindo das árvores! Estranhou, porque se o pockbescks afastou os pockemons não poderia haver um ainda na árvore. Desconfiou que só poderia ser mesmo o pockbescks.

A pockebola disse:

-- Eu já entendi o seu plano! Você não vai conseguir me atrapalhar.

-- Isso é o que você pensa! - avisou o pockbescks.

Então eles iniciaram uma luta.

O pockbescks estava ganhando, mas, do nada, um pockemon chegou e deu um choque no pockbescks e ele pifou!

O pockemom queria ser capturado pela pockbola. Ela então o capturou e eles viveram felizes para sempre.




APÓLOGO
A MUDANÇA DO ENFEITE
Maria Paula Rangel

Um globo de vidro cheio de neve e de base lilás, com uma imagem de Paris no seu interior, que era romântico e frágil, morava em um escritório e era muito feliz. Até que houve um dia em que ele se cansou de tudo e falou para o seu grupo de amigos: o lápis, a borracha e o apontador, que ele não queria mais ser uma coisa inútil.

Ele era só um enfeite, mas esperava mais da vida. Ele queria ser como os amigos dele. O lápis desenhava ou escrevia, a borracha apagava e o apontador apontava. Todos tinham alguma utilidade, menos ele!

Então, já bem decidido, ele foi lá para a área de material reciclável do escritório onde moravam. Ele entrou na sala e primeiro se transformou em madeira, depois se tornou todo lilás e então ficou quase pronto. Doeu um pouco passar por todo esse processo de transformação, porque ele teve que entrar em um monte de máquinas, mas ele achava que valeria a pena.

Depois de oito dias, ele se transformou em nada mais, nada menos do que em um lápis de cor lilás. Como ele sabia que crianças adoravam brincar de colorir, ele seria utilizado toda hora e todos os dias. E isso era o que ele mais queria.

Depois de tudo isso, ele ainda ganhou onze amigos, que foram junto com ele morar em uma linda caixa, para formar o conjunto dos sonhos de todas as crianças que gostam de desenhar.

Moral da História: Saber o que quer é o primeiro passo, depois é preciso se esforçar para realizar os seus sonhos.




APÓLOGO
A BOLA DE PAPEL
Thiago Saad

Um dia, uma bola feita de papel velho e amassado, toda enrolada em fita adesiva, criou uma vida! Ela tinha sido feita com os restos dos papéis dos trabalhos da escola de um menino.

Na manhã seguinte, um garoto pegou a bola e ficou doido para brincar com ela. Ele a jogava para cima e para baixo. A bola falou:

-- Me solte, por favor, meu caro rapaz.

E o menino surpreso ao ouvir a bola falar, a soltou imediatamente.

Então a bola disse:

-- Eu não quero ser jogada para lá e para cá, eu quero ir para reciclagem para ser um lixo muito divertido.

Então o menino disse:

-- Eu levo você, bola de papel, para a reciclagem!

A bola de papel de papel ficou muito agradecido.

Eles chegaram à fábrica de reciclagem de papéis. Então entraram e viram que ela era muito grande. Eles viram livros novinhos nas em prateleiras. A bola de papel animada disse:

-- Eu quero ser um deles.

O garoto pediu:

-- Você é o meu melhor amigo... Quando você virar um livro, eu posso ficar com você?

A bola de papel respondeu:

-- É claro, você foi o meu único amigo.

O garoto concordou com a bola de papel e a bola de papel entrou na máquina.

A bola realizou o seu sonho e virou livro, como queria, um livro de histórias, cheio de emoções, com amizades e romances.

O garoto pegou o livro e foi para casa, o abriu e começou a lê-lo até o fim. Depois disso, ele decidiu ler todos os dias. Seu melhor amigo virou o livro de histórias!




APÓLOGO
PUFFLE
Vitor Estrella Ferreira

O Puffle é um bicho que passou a ter vida! Depois que ele ganhou vida, ficou muito mais feliz e amou ter vida. Ele teve roupa, chapéu,tênis e pode até jogar futebol. O puffle disse:

-- Nossa! Eu amei ter vida!

O puffle estava tão feliz que começou a trabalhar para ganhar muito dinheiro.

No primeiro dia de trabalho, o puffle disse para o porteiro do prédio, onde ficava o seu escritório:

-- Senhor, por favor, eu sou um corretor e quero saber aonde ir. É o meu primeiro dia de trabalho e estou um pouco perdido.

O moço disse:

-- Está bem. Eu te ensino, é no terceiro andar.

Três anos depois, o puffle teve condições de melhorar de vida. Já era melhor corretor da cidade e começou a ganhar muito dinheiro.

Um dia, ele comprou uma casa enorme. Depois se casou e teve filhos puffles.

O puffle estava muito feliz com a sua profissão. Um dia, seu chefe deu 90 dias de férias para ele descansar e o puffle aceitou.

Puffle e sua família se divertiram muito durante os noventa dias. Quando voltaram, o puffle recebeu uma ótima notícia, ele foi eleito o chefe da empresa e adorou isso.

Pensou que ser um puffle com vida não era tão fácil quanto ser um objeto, mas sendo um objeto ele ficaria parado e tendo vida ele tinha sentimentos, experiências interessantes e vitórias. Ele e sua família viveram felizes para sempre.



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