"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Grupo Mar do Conhecimento - Quinta 16 horas


Estamos todos no mesmo barco?
Dissertações argumentativas




A exclusão brasileira
Bruno Tenrreiro Konjedic

Embora alguns locais sejam públicos, existe a segregação social e o impedimento cultural para a democrática convivência e sua ocupação. A população brasileira age como se existisse uma união entre todos, mas não convive em harmonia.
Alguns exemplos desse preconceito praticado entre a população é a não convivência das pessoas de classe A com as das classes C e D. O racismo está ligado ao preconceito de classes. As pessoas mais ricas não aceitam a convivência com as mais pobres, como se observou com o “rolezinho”.
No esporte preferido dos brasileiros, já foi praticado o preconceito racial, como nos casos de torcedores xingando o jogador Arouca e um juiz, que foram chamados de ‘’macacos’’. Os fatos ocuparam os noticiários.
O preconceito da elite com os grupos das classes C, D e E é vivo na divisão dos espaços sociais nada democráticos. Muitas pessoas que eram da classe baixa e foram para a classe média começaram a frequentar os shoppings. Os comerciantes com medo das pessoas, que eram vistas como pertencendo a classes inferiores, fecharam as lojas por medo injustificado.
Para poder impedir a segregação social, deve-se criar campanhas que eduquem a população brasileira, para aproximar os brancos e negros, desde a infância, para não crescerem com preconceitos.


 


Juntos nas barcas? Sim ou Não?
Calvin Macedo

A expressão “espaço público’’, mesmo indicando se referir a um lugar onde todos podem ir, raramente é assim. No Brasil nos tempos atuais embora alguns espaços sejam abertos existe a segregação e o impedimento cultural para a democrática convivência e sua ocupação.
Por causa dessas divisões, pessoas de classes C e D não frequentam as mesmas praias da elite brasileira. Pode se perceber essa divisão ao ver que os ônibus não vão até algumas praias, só deixando pessoas que podem ter um carro chegar lá.
O incômodo das classes economicamente privilegiadas com a presença de pessoas das classes inferiores em diversos locais acaba indicando um exemplo da divisão social. Como os frequentadores habituais dos shoppings estão estranhando a presença de novos consumidores, passaram a impedi-los de entrar nesses locais.
O preconceito de classes tem uma ligação com o racismo que existe no Brasil. Ele pode ser percebido nos esportes pelo preconceito com os jogadores negros.
A diferença das classes sociais acaba transformando locais públicos, onde deveria haver um livre acesso, em um local privado, onde só pessoas de uma classe social podem estar. A solução deste problema é fazer campanhas a respeito da aceitação das diferenças de toda a ordem, aproximando ricos e pobres para um trabalho de valorização da união, da paz e do respeito a todos. O preconceito no Brasil é um problema que precisa acabar para o país continuar evoluindo.

  



Segregação social no Brasil
Vinícius Nogueira

Atualmente, é fácil perceber como a sociedade brasileira é muito preconceituosa e dividida. Embora alguns espaços sejam públicos, existe a segregação social e o impedimento cultural para a democrática convivência e sua ocupação.
A melhor situação para se perceber a segregação social no Brasil, é a observação de que as pessoas de classes C e D frequentam praias diferentes de classes mais altas. Um forte exemplo é a praia de Copacabana, que é dividida em postos de pobres e ricos. Outro exemplo mais forte ainda e a praia de Camboinhas, que só é frequentada por pessoas de classe média, porque só é possível o acesso a ela de carro.
Não se pode achar que a separação de classes em praias é pura coincidência, a verdade é que as pessoas de classe alta sentem-se desconfortáveis na presença das pessoas de classes baixas. Um grande exemplo foi à reação das pessoas da elite com o rolezinho. Elas não estavam preocupadas com o que, ou se, os jovens estavam roubando alguma coisa. Eles estavam realmente incomodados com o fato de pessoas mais pobres estarem se tornando novos consumidores.
No Brasil o preconceito social está relacionado ao preconceito racial, o pobre é diretamente relacionado ao negro e o negro ao pobre, mas esse preconceito não surgiu do nada, ele é fruto de um passado de escravidão em que o negro era explorado pelo branco e visto como um “ser inferior”.
O problema da segregação social não é muito fácil de ser resolvido porque ela está diretamente ligada ao preconceito social, que já é um problema quase que cultural. Para resolver isso é preciso mudar esse pensamento e tentar fazer com que as pessoas, desde pequenas, aprendam a se relacionar com outras de raças e classes sociais diferentes.




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