"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Golpe 1964 - 50 anos


Sugestões de livros
Ensino Médio


BRASIL NUNCA MAIS
Dom Paulo Evaristo Arns
Vozes

Um grupo de especialistas dedicou-se durante 8 anos a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 64 e março de 79. O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.




1964: HISTÓRIA DO REGIME MILITAR BRASILEIRO
Marcos Napolitano
Contexto


Exatos cinquenta anos atrás, o Brasil mergulhou em uma ditadura que iria perdurar por mais de duas décadas. É chegado o momento de fazer um balanço histórico do regime militar. Marcos Napolitano, conhecido historiador da USP, discute neste livro sólido e bem escrito as principais questões desses “anos de chumbo”.
A ditadura durou muito graças ao apoio da sociedade civil, anestesiada pelo “milagre” econômico? Foi Geisel, com a ajuda de Golbery, o pai da abertura, ou foi a sociedade quem derrubou os militares do poder? Como era o dia a dia das pessoas durante o regime militar? Como a cultura aflorou naquele momento? O que aconteceu com a oposição e como ela se reergueu? Qual a reação da sociedade (e do governo) à tortura e ao “desaparecimento” de presos políticos?


A DITADURA ENVERGONHADA
Elio Gaspari
Intrínseca

Durante os últimos trinta anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos até então inéditos e fez uma exaustiva pesquisa sobre o governo militar no Brasil. O resultado desse meticuloso trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe a obra mais importante sobre a história recente do país, e que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, enriquecida com novas fotos e projeto gráfico de Victor Burton.
A obra é dividida em dois conjuntos: As ilusões armadas e O sacerdote e o feiticeiro. Publicada originalmente em 2002, As ilusões armadas reúne os livros A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada, e recebeu o prêmio de Ensaio, Crítica e História Literária de 2003, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, daí o título A ditadura envergonhada. Mas com a edição do AI-5, no final de 1968, que suspendeu direitos constitucionais, ela se revela. Em A ditadura escancarada, são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia, um dos últimos núcleos de resistência política.


A DITADURA ESCANCARADA
Elio Gaspari
Intrínseca

Durante os últimos trinta anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos até então inéditos e fez uma exaustiva pesquisa sobre o governo militar no Brasil. O resultado desse meticuloso trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe a obra mais importante sobre a história recente do país, e que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, enriquecida com novas fotos e projeto gráfico de Victor Burton.
A obra é dividida em dois conjuntos: As ilusões armadas e O sacerdote e o feiticeiro. Publicada originalmente em 2002, As ilusões armadas reúne os livros A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada, e recebeu o prêmio de Ensaio, Crítica e História Literária de 2003, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, daí o título A ditadura envergonhada. Mas com a edição do AI-5, no final de 1968, que suspendeu direitos constitucionais, ela se revela. Em A ditadura escancarada, são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia, um dos últimos núcleos de resistência política.



O GRANDE IRMÃO
Carlos Fico
Civilização Brasileira

Esta obra traz à tona a real participação dos Estados Unidos durante a ditadura militar no Brasil. Carlos Fico aponta o general brasileiro que era o contato entre o então futuro presidente Castelo Branco e o governo de Washington para a entrega de armas, munições e combustível durante o golpe de 64. O grande irmão relata episódios sombrios, lances de suborno e traz revelações chocantes como a instalação de equipamento de detecção de explosões nucleares, sem o conhecimento do governo brasileiro, em base militar operada secretamente pelos EUA no Brasil.



1968: ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO
Regina Zappa e Ernesto Soto
Zahar


1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo. Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras belas fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros. 
Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo. “Foram muitas as formas de interpretá-lo ao longo do tempo: ano louco, enigmático, revolucionário, utópico, radical, rebelde, mítico, inesperado, surpreendente, profético, das ilusões perdidas. Adjetivos não faltam... De onde surgiram inspiração e fôlego para tanta movimentação reunida num só ano? O fato é que, em um determinado momento, alguém não se conformou e escreveu em letras firmes num muro de Paris: “Seja realista, exija o impossível” trecho da apresentação de 1968, eles só queriam mudar o mundo.


1964: GOLPE MIDIÁTICO-CIVIL-MILITAR
Juremir Machado da Silva
Sulina

O golpe de 1964 foi midiático-civil-militar. Sem o trabalho da Imprensa não haveria legitimidade para a derrubada do presidente João Goulart. Os grandes jornais de cada capital atuaram como incentivadores e árbitros. Um dos mais ferrenhos estimuladores do golpe foi o jornal carioca Correio da Manhã, que rapidamente perceberia o erro e passaria à oposição.
Em editoriais sucessivos, em 31 de março e 1º de abril de 1964, o Correio da Manhã destilou o seu golpismo visceral. No ataque intitulado "Basta!", decretou: "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!".


  
CÃES DE GUARDA
Beatriz Kushnir
Boitempo

"A investigação, cuidadosa e inovadora, reconstrói em grande parte o universo dos próprios censores, por meio de extensas entrevistas tanto com esses, como com vários jornalistas. Traz à tona, portanto, a fala desse grupo conhecido pelo uso do lápis vermelho e da tesoura e sua face pouco vislumbrada." (Michael Hall)
Doutora em História Social, Beatriz Kushnir lançou, nos 40 anos do golpe de 1964, livro nascido de intensa pesquisa sobre um dos aspectos fundamentais do regime militar: sua relação com os órgãos de imprensa, da censura à colaboração. "O objetivo é iluminar um território sombrio e desconfortável: a existência de jornalistas que foram censores federais e que também foram policiais enquanto exerciam a função de jornalistas nas redações", explica Beatriz na introdução do livro. A pesquisadora explora a formação, as bases jurídicas e as diretrizes que orientavam o trabalho da censura, baseando-se em extensa pesquisa documental, além de entrevistas, inclusive com onze censores - aspecto inédito - cujo trabalho era "filtrar", na imprensa e nas artes, o que incomodasse o regime não só no campo político, como também na cultura e até no campo da moral.


GRACIAS A LA VIDA
Cid Benjamin
José Olympio

Gracias a la vida é o relato do ex-militante do MR-8, Cid Benjamin, desde o guerrilheiro ousado — um dos mais importantes operadores do sequestro de Charles Elbrick — ao ativista partidário, jornalista e professor universitário de nossos dias. Sua exposição aos fatos nos garante estar diante de um dos mais consolidados e objetivos relatos sobre esses anos de nossa história. Em sua memórias, Cid apresenta ainda outros episódios importantes da história do PT na década de 1990, como as denúncias ao partido e ao ex-presidente Lula e dos fatos paralelos e comprometedores nos episódios dos assassinatos de dois prefeitos do partido — Toninho, em Campinas, e Celso Daniel, em Santo André.
Cid Benjamin militou na luta armada nos anos 1960 e 1970 dentro do MR-8. Junto com os também jornalistas Franklin Martins e Fernando Gabeira, entre outros, participou do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Depois de preso, foi exilado e morou na Argélia e na Suécia. Anos mais tarde, recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo, com mais quatro colegas, por uma série de reportagens sobre a Guerrilha do Araguaia.


VIOLÊNCIA NA HISTÓRIA: MEMÓRIA, TRAUMA E REPARAÇÃO
Carlos Fico, Monica Grin, Maria Paula Araujo
Ponteio

Nos últimos anos tem se intensificado, em todo o mundo, o debate sobre justiça de transição. Inúmeros países que vivenciaram ditaduras militares, regimes arbitrários e discriminatórios e experiências de guerra civil enfrentam, nos dias de hoje, a questão de como lidar com o legado da violência política. Memória, justiça e reparação são temas fundamentais neste momento, são eles que podem assegurar uma reconciliação política com conteúdo democrático. Este é o tema deste livro, com a colaboração de autores brasileiros e de outros de países como Argentina, Uruguai, Portugal e Israel, aonde a mesma questão foi enfrentada. No Brasil, esse debate ganhou força após a criação da Comissão da Verdade, em 2011.


BATISMO DE SANGUE
Frei Betto
Rocco
  
Em 'Batismo de sangue', Frei Betto compartilha suas descobertas sobre as circunstâncias da morte de Carlos Marighella, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) assassinado em 1969. Fica ainda mais forte a tese de que aquele crime fora planejado de modo a não apenas eliminar o maior inimigo do regime militar, mas também jogar a esquerda contra os frades dominicanos, enfraquecendo a oposição à ditadura. Do dia para a noite, os religiosos passaram de colaboradores da guerrilha a traidores, graças a uma farsa muito bem tecida pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops). Um dos eixos mais fascinantes de 'Batismo de sangue' é a história de como os frades da Ordem dos Dominicanos davam apoio logístico à ALN. Numa época em que marxismo era também sinônimo de ateísmo, a população não poderia sequer sonhar com a hipótese de que os inimigos do regime encontravam apoio naqueles insuspeitos religiosos católicos. Como conciliar fé cristã com ação política revolucionária? Esta é uma das questões que Frei Betto elucida neste livro. Também colabora para a importância de 'Batismo de sangue' a denúncia dos métodos de tortura utilizados pela polícia naquela época.


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