"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 15 de abril de 2014

GRUPO PESCANDO O APRENDIZADO (Terça - 16 horas)


A partida
Lucas Cretton

Já estava prestes a sair de casa, malas e bolsas prontas. Só faltava uma coisa, a despedida do seu pai.
A mãe de João estava viajando e só ia voltar em dois dias. Então, ele se dirigiu ao pai e já entrou na cozinha dizendo:
― Pai, estou indo.
Então o pai abriu os braços e João correspondeu, foi até ele e deu um longo abraço. Quando João recuou, percebeu que Carlos, seu pai, estava chorando e reconheceu que seu pai, sempre sério, bravo e mandão, estava realmente abalado com sua partida. Depois de um longo tempo de silêncio, o pai falou:
― Vá com Deus, filho. E tome cuidado, pois você vai ficar seis meses na Inglaterra e você nunca esteve lá. Não se esqueça de me ligar todos os dias e de me contar as novidades do intercâmbio.
― Pode deixar, pai. Agora deixe-me ir para que eu não perca o voo.
Então o filho se virou e seguiu em direção à porta da cozinha. No caminho, levantou a mão direita como sinal do adeus.


A partida: a vida de um jovem
Raphael Mesquita

Marcelo e seu pai, William, estavam se despedindo próximo ao local do embarque no aeroporto do Galeão, e Marcelo disse ao pai:
― Estou indo servir ao meu país, não se preocupe, volto logo!
E o pai respondeu:
― Tome cuidado para não se ferir!
Marcelo estava indo servir ao exército brasileiro, tinha feito 18 anos e só voltaria quando fizesse 19 anos. Antes de seu filho partir, William o puxou e falou:
― Ao chegar em São Paulo, pegue um táxi e vá direto para o exército.
― Oh! Pode deixar. Vai ficar tudo bem.
E os dois tiveram uma das maiores despedidas de suas vidas.
― Tchau, pai! – disse Marcelo com lágrimas nos olhos.
― Tchau, filho! – respondeu o pai chorando.
Os dois se abraçaram, fortemente, como se uma parte deles estivessem partindo.


O que faço enquanto fico?
Rodrigo Macedo

Em uma triste manhã, Pedrinho ia partindo para o Chile quando apareceu Nathália, sua namorada, na garagem de sua casa e disse:
― Não vá agora!
― Tenho que ir, minha família já está me esperando no trailer.
― Vá, mas prometa que não vai se esquecer de mim...
Pedrinho e sua família estavam indo ao Chile para uma aventura planejada há anos. Iriam ficar lá por volta de um mês.
― Só estou indo porque é um sonho dos meus pais fazer uma aventura em família. Eu também não queria ficar esse tempo todo longe de você.
― Pode deixar, não vou esquecer você nem um minuto sequer. - garantiu Pedrinho.
― Pedrinho, já estamos juntos há quase três anos e, nesse tempo, eu passo todos os dias com você. E agora, o que faço enquanto fico sozinha?
Pedrinho sentiu um aperto no coração, mas virou as costas para Nathália, abriu a porta do trailer e entrou.
Enquanto isso, Nathália ficou ajoelhada no chão, chorando com a cabeça pra baixo e no último momento Pedrinho gritou:
― Eu te amo!
E assim Pedrinho seguiu viagem sem Nathália ao seu lado, mas com Nathália em seu coração.


O último adeus
Enzzo Gonçalves Grimberg

Quando João ligou a televisão, lá estava seu pai. Enquanto escutava a reportagem, tentava acreditar no que tinha acontecido:
― Estamos cobrindo um grave acidente que o Senhor Antonio, de 49 anos, acabou de sofrer. Ele estava no carro quando parece que perdeu o controle da direção e bateu de frente com um ônibus. Agora está internado no Hospital Rio de Janeiro.
João, logo quando soube onde seu pai estava, mesmo só tendo 17 anos, chamou um táxi e foi embora. Chegou ao hospital e foi visitar o seu pai.
― Oi, estou aqui para visitar o Antonio, ele é o meu pai – apresentou-se na recepção.
― Ah, sim, ele está no quarto 38.
Antonio escuta alguém bater na porta e pergunta:
― Quem é?
― Sou eu, pai, vim te ver! Vi na televisão o que aconteceu.
― Pode entrar. Nossa, filho, eu estava com tanta saudade.
― Dá para imaginar... Eu também estava – revelou o filho.
― Filho, eu acho que não vou conseguir sair dessa, me desculpe.
― Não, pai, você vai sim, só tem que lutar. Eu já perdi minha mãe, não posso perder você.
João fala com lágrimas nos olhos e seu pai, já quase fechando os olhos, diz:
― Filho, eu quero que você nunca esqueça que eu te amo. Sinto que chegou a minha hora.
― Eu sei, pai, nunca vou te esquecer. Você sempre será o meu herói.
― Meu último pedido é que tenha um futuro ótimo, meu filho. Eu te amo...o.
Antonio não se recuperou. Ele faleceu. João ainda chorando saiu do quarto e dirigiu-se a médica:
― Muito obrigado, já vou embora – disse João para ela.


Para outro lar eu vou
Pedro Beyruth Justa

Hoje é o dia de Davi ver o pai, esta quase tudo bem, menos para Jane, sua mãe:
― Filho, sua mala está pronta? Botou pijamas e escova de dente na mochila? Ó, vê se não perde o dinheiro! Você está pronto? E o telefone, pegou?
― Mãe, pô, calma, né? Fica relax aí.
― Me responde, está pronto?!
― Sim!
O filho animado apreciava a paisagem e sua mãe ciumenta e preocupada dirigia o carro a caminho do aeroporto e falava com Davi, mas ele não estava nem aí, só pensava na viagem:
― Se cuida, viu? Não se perca!  Se seu pai fizer alguma indecência me conta em...
― Huhn - concordou
Chegando ao aeroporto, estava na hora da parte que a mãe de Davi menos gostava, a despedida:
― Filho, se cuida, tome muito cuidado, viu?! – e começou a chorar ― me liga, mande mensagens, fotos, etc.
― Tudo bem. Deixa comigo!
E caminhou em direção ao portão de embarque.
Oito horas depois...
O avião aterrissa e Davi fica todo elétrico, doidinho para ver seu pai. Correu para pegar a sua mala e, por pura sorte, a sua bagagem foi a primeira a sair.
Correu, correu, quando viu seu pai, correu mais ainda gritando:
― Paaaapaaaaai!
E seu pai:
― Filho!
E se abraçaram! Ricardo acabou caindo no chão, mas não pararam de se abraçar.


Um destino doloroso
Ricardo Ferro

Na favela da Rocinha no Rio de Janeiro, às 18 horas, Dira e seu filho Maicon estão se despedindo, talvez para sempre, pois ele se perdeu na vida do tráfico. ÀS 20 horas, a guerra entre duas facções iria começar e Maicon queria participar do tiroteio.
Na sala da casa, Dira disse chorando:
― Meu filho, não vá para esse conflito, é só nós pegarmos nossas roupas e irmos embora daqui.
― Mas, mãe, eu preciso pelo menos pegar um bom dinheiro. Aí veremos se vamos embora.
― Meu filho, dinheiro não é tudo na vida, não se apegue as coisas materiais, mas sim as espirituais.
― Coisas religiosas, agora não! Tchau! Eu prometo que lhe trarei o dinheiro! - gritou Maicon.
Maicon se foi. Sua mãe se sentou e começou a chorar, se perguntando o porquê disso ter acontecido com ela de novo, já que seu marido também havia se perdido no mundo das drogas. Ela foi se deitar e rezar para que seu filho não morresse.
No dia seguinte, Dira acordou com uma amiga batendo em sua porta. Ela abriu e sua amiga, chorando, disse que Maicon estava morto na escadaria da favela.
Dira, chocada, ficou perguntando a Deus porque teve um destino tão doloroso.


Viajando e aprendendo
Daniel Monteiro

Rita e Daniel esperavam, ansiosamente, para dar 6 horas da tarde, pois nessa hora mãe e filho teriam que chegar ao aeroporto.
Ele estava na casa dos amigos arrumando suas coisas e Rita estava em sua casa se preparando.
Daniel saiu às 17:30h, pois ele não podia chegar atrasado. Quando entrou no aeroporto, sua mãe ainda não havia chegado. Enquanto isso, Daniel e os amigos fizeram o check – in e despacharam as malas.
De repente, Daniel escutou:
― Daniel! – chamou sua mãe.
Daniel olhou desconfiado para trás e para os lados. Como não viu ninguém, pensou que não estivessem falando com ele.
Quando ele saiu, sua mãe chegou e falou:
― Daniel, meu amor, venha aqui falar comigo.
― Mãe, na frente dos meus amigos não, né?!
Daniel se distanciou do grupo e falou:
― O que foi? Eu já disse que eu não quero nenhuma despedida dramática.
― Daniel, eu te amo muito e eu não quero que você faça nada de errado, tá?
― Tá, mãe, tá bom.
― Olha, aproveite bastante.
De repente, o alarme do celular de Daniel tocou indicando que estava na hora de embarcar.
― Vamos logo, Daniel, o avião já vai sair! – disse o amigo dele.
― Tchau, meu amor, juízo, heim?
― Tá, mãe, tchau.
E os dois se abraçaram com muito carinho.



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