"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

GRUPO UNIDOS EM UMA JORNADA (Sexta - 14 horas)


Au revoir
Natália Neves Néspoli

Cecília, uma garota de vinte e um anos, estava indo visitar seu namorado Jean, que morava na França. Ela ficará lá por um ano e irá sozinha. Ela pretende estudar e conhecer o país.
Seus pais prepararam uma festa de despedida para ela. A festa foi em sua casa. Cecília estava feliz por ir visitar Jean, mas um pouco triste por deixar sua família.
A garota estava fazendo as malas no seu quarto, quando sua mãe, Carolina, chegou:
― Está tudo bem, filha? – disse Carol.
― Tudo – respondeu Cecília.
― Tem certeza que quer ir para lá?
― Tenho, mãe! Por que a pergunta?
― Ah! Você é a minha garotinha e não quero que vá.
― Deixa de ser boba, mãe!
― Eu lembro de quando trocava suas fraldas, lembro do dia em que começou a andar...
As duas começaram a chorar. O tio de Cecília entra:
― Já são 4 horas! Vamos para o aeroporto.
― Só um minuto! – mãe e filha responderam, limpando ás lágrimas.
― Então acho melhor irmos – disse Carol
― Está bem – respondeu Cecília
E elas foram para o aeroporto. No carro não foi dita uma única palavra. Mal entraram e a mãe abraçou a filha.
Eu não quero te perder! – disse Carol, aos prantos.
― Você não vai me perder, eu volto em um ano.
Eu só quero que você entenda que eu te amo e só vou para ver o Jean, não para deixar vocês! – disse Cecília.
― Atenção, voo 24, destino França, por favor, embarquem – disse uma voz feminina ao microfone.
O tio de Cecília a abraçou e deu um presente para ela. Seu pai encheu a menina de conselhos e recomendações. Ele disse:
― Boa sorte, cabecinha de vento - ele a chamava assim quando Cecília era criança.
― Adeus, filha – disse Carol.
― Au revoir, mãe – respondeu Cecília, abraçando a mãe.
E assim foi o último abraço das duas.

Como seria uma despedida
Maria Eduarda Araujo

Aquele parecia ser um dia normal, até que sua melhor amiga, Eliza, falou para a Julie que iria mudar de país. Qual seria sua reação? A minha foi de espanto e tristeza. Ela falou que ia se mudar no início do ano seguinte e eu já comecei a sofrer naquele momento.
Mas Julie, a menina que recebeu a notícia, se sentiu feliz pela Eliza conseguir novas oportunidades, mas, ao mesmo tempo, não se sentiu bem, pois sabia que iria sentir saudades.
Passou o tempo...
O último dia na escola de Eliza foi de choro pra lá e para cá, das meninas, principalmente.  Eu e a Julie não conseguimos nos concentrar nas aulas.
Eu disse para Julie:
― Julie, não sei como vou suportar essa saudade. Eliza é muito importante para mim!
Julie falou:
― Lucy, acalme-se, saiba que sempre estarei aqui para te fazer companhia!
Logo depois, eu e Julie vimos Eliza e fomos atrás dela para conversar.
Julie falou:
― Eliza, espera aí! Cadê o meu abraço?
E eu disse:
― Também quero! Não gostaria de dizer adeus, então, até a próxima! Boa viagem!
Eliza disse:
― Meninas, sempre vou lembrar de vocês, gosto muito de vocês. Até a próxima!
Eliza partiu, mas ainda continuamos amigas, ela ainda nos telefona e, de vez em quando, vem ao Brasil.


Despedida
Ana Carolina Neves

Quando cheguei ao aeroporto, estavam todos lá, menos a pessoa que eu mais gostava, mas eu decidi esquecer o fato e aproveitar a minha despedida.
Lá estavam minha mãe, meu pai, minhas sobrinhas e minhas amigas, que correram atrás de mim e logo disseram:
― Vamos sentir saudades!!! – gritaram me abraçando.
― Eu também! – disse segurando o choro.
Me despedi de todos, menos da pessoa que eu mais queria ver.
Segui em frente e estava indo para o embarque, quando ouvi uma voz atrás de mim:
― E eu não ganho um abraço?
Percebi que era o Octaviam e disse chorando:
― Você merece mais do que isso.
Quando o beijei, poderia cair um asteróide na Terra que não iria me importar. E foi aí que percebi que o amava. Ele se afastou e disse:
― Esperei muito por esse momento – falou sorrindo e chorando ao mesmo tempo.
― Eu te amo! – eu disse.
― Eu também! – disse ele.
― Eu vou voltar em quatro meses - contei.
― Eu sei. Até lá!
Então me virei e fui andando até o avião com a maior felicidade.


Despedida purificante
Ian Gama Drumond

Em uma madrugada fria, com névoa, e chuvosa, Cleyton sentia que uma parte do seu coração ficaria com Luiza, sua namorada.
― Não quero partir, mas preciso. Eu te amo tanto, Luiza! – disse Cleyton aos prantos.
― Vá, não se preocupe, eu sempre te amarei – disse Luiza na mesma situação de Cleyton, aos prantos e com os olhos mais vermelhos do que qualquer coisa imaginável com essa cor.
A hora aproximava-se e seus corações pareciam despedaçados. Estavam na fila para entrar no aeroporto e a chuva os deixava com mais frio. Então Cleyton disse:
― Essa chuva me deixa com frio, mas seu calor me aquece.
Luiza não tinha palavras, sofria e chorava muito. Eram apenas eles dois. Eles eram solitários.
― Luiza é a nossa vez – anunciou Cleyton.
O aeroporto era bem melhor do que o lado de fora, onde estavam antes. Após fazerem o chek-in, ficaram na lanchonete perto do local de embarque.
― Luiza – disse Cleyton
Quando ela se virou, Cleyton a beijou. Seus lábios tinham gosto de cheeseburger.
― O sanduba está bom? – perguntou Cleyton .
― Só você para me fazer rir em um momento como este! – disse Luiza.
Quando Cleiton subiu no avião, já estava tranqüilo, pois sabia que Luiza não a abandonaria.


Despedidas são necessárias
Marcella Felice Coqueijo

Dias antes, Léo havia me contado que tinha conseguido passar para sua faculdade dos sonhos. Estava feliz por ele, mas o único problema era que a faculdade era na Inglaterra.
Ele iria ficar um ano lá. Sabia que iria sentir muitas saudades de Léo. Ele não só era meu melhor amigo, como meu conselheiro de problemas. Havíamos conversado algumas vezes sobre isso, mas as conversas sempre terminavam em um grande silêncio.
Fui com Léo até o aeroporto. No carro, conversamos sobre tudo, menos sobre o fato de sua partida.
No aeroporto, aguardamos na fila sem dizer uma palavra, o clima estava tenso. Até que a aeromoça anunciou:
― Voo 737 com destino a Inglaterra.
Agora, era a pior parte de todas, a despedida.
― Léo, só queria agradecer por você sempre ter estado ao meu lado e ter sido o melhor amigo do mundo.
Naquele momento, eu estava me contendo para não chorar.
― Obrigada, Luisa, vou sentir muitas saudades suas. Você sempre estará comigo por onde eu for.
Nos abraçamos e Léo me surpreendeu. Disse que gostava de mim, mas não como amigo. E que quando ele voltasse começaríamos uma história juntos.
Para estragar o momento, a aeromoça anunciou mais uma vez o voo. Léo, então, embarcou e eu o vi partir. Não fiquei triste, pois sabia que aquele era apenas o começo de nossa história juntos.


Montreal, lá vou eu!
Flávia Brady

No aeroporto do Rio de Janeiro, havia duas mulheres se abraçando e chorando. Uma delas era uma menina de dezoito anos chamada Linda e a outra moça bem mais velha, que estava aos prantos, e se chamava Larissa. A senhora disse:
― Minha filha querida, sei que vou sentir muitas saudades, mas também sei que você está partindo para torna-se uma grande médica. Você estudará na melhor universidade que existe! Espero que possa aproveitar ao máximo essa grande experiência que viverá.
― Mamãe, eu sei que você faz tudo para o meu bem e sei também que você gostaria de reviver aqueles tempos em que fazíamos pipoca e ficávamos vendo "Apequena sereia" abraçadinhas. Eu também gostava muito daqueles momentos, mas agora chegou a hora de eu me afastar de você e de viver a minha própria vida.
Linda estava emocionada, com o coração apertado, mas também estava muito decidida. Ela continuou:
― Juro que voltarei e que reviveremos momentos como aqueles. Eu te amo muito! Prometo que te ligarei todos os dias e mandarei fotos de todas as coisas que verei. Você é a melhor coisa que tenho na vida e o papai também. Agora tenho que partir. Adeus! – Linda se despediu.
― Passageiros do voo 206 com destino à Montreal, por favor, compareçam ao portão A12. Muito obrigada! Passageiros flight 206, in destiny for Montreal, please go to gate A12. Thanks! – disse uma voz ao microfone.
E Larissa viu a filha indo embora com lágrimas nos olhos.

Simplesmente a despedia
Taís Marinho Seixas

Eu resolvi ir morar com o meu pai no Norte, porque percebi que ele estava se sentindo muito sozinho depois da morte de sua esposa.
Eu estava ansiosa para partir e olhava para o relógio, mas Lucca parecia que não queria que aquele dia chegasse. Ele ficava pensando em como nosso pai me iria receberia e se eu saberia me cuidar. Então ele resolveu falar algo:
― Quais são as suas expectativas?
E eu disse a ele:
― Bem, somente ver meu pai e terminar a minha graduação.
― Quando você acha que volta?
― Daqui a uns dois anos, no máximo.
Depois disso, continuamos com outros assuntos. Então, pegamos as malas, entramos no carro e seguimos conversando:
― Lembra quando você caiu na lama? - ele perguntou.
― Lembro – risos...
Quando chegamos ao aeroporto, antes do embarque, ele falou:
― Não é necessário dizer adeus, porque nada pode separar uma família. Então, até logo!
― Até logo! – disse com emoção.
Depois disso, entrei no avião e já sentada no meu lugar eu comecei a relembrar o que falamos. Um pouco antes do avião decolar, tive muito orgulho dele ter cuidado de mim esse tempo todo.

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