"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 25 de abril de 2015

SÁBADOS CULTURAIS - 2015


A METODOLOGIA DE ENSINO DO CURSO PALAVRA MÁGICA
Palestrante: Simone Mattos


"Queremos que, no Palavra Mágica, nossos alunos encontrem a sua voz, a sua fala pessoal, rompam com a ditadura da pressa, da disciplina castradora e da ignorância. Falem, pensem, escrevam, sintam, criem, expressem-se e divirtam-se. É isso o que exercitamos no nosso dia-a-dia. Ler, ouvir, falar, experimentar, criar, conhecer, trocar, aprender e ensinar é parte do que acontece neste lugar mágico onde cooperar, partilhar e expressar são as palavras-chave."



Uma manhã inesquecível





Dinâmica proposta por Simone Mattos

Estavam estampados em cada cartaz levantado 
e gravados em cada nome dito 
o comprometimento e o amor dedicado às crianças e aos jovens: 
nossos filhos, nossos netos, nossos sobrinhos,
nossos alunos.

Partilhamos a certeza de que ensinar e aprender
caminham juntos com respeitar, acolher e desejar conhecer.

Esta é a FAMÍLIA PALAVRA MÁGICA!


Para concluir, a leitura do poema Meninos São José:


 MENINOS SÃO JOSÉ 
 Elisa Lucinda

Toda criança me arrebata,
toda criança, por me olhar,
me arregaça as mangas do amor
e dele, desse amor,
morro de emoção.

Há nisso mais do que o fato
de criança ser igual flor,
mais do que criança ser da vida
a metáfora das coisas
e seu verdadeiro valor.

Vejo José pousando sobre a casa
as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso
e mesmo quando não o tenho no
colo todo o tempo...
evento de criança soprando a casa!

Eu fico com as pernas bambas
quando quem me aponta é uma criança.
José é Júlia, também Carolina, também Pedro, também Clara,
também Olívia, também Antônio, também Valentina, também Lina,
também João,também Luíza, também Nicolau, também Juliano,
Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara, Vinícius, Leon, Natassia,
José é todas as galáxias de meninos,
porque são só verdades,
belas verdades,
límpidas eternidades,
futuros mundos.

Belas!
Tenho vontade de defendê-las
das injustiças dos ditos maiores,
dos esticados que,
aprisionados,
querem aprisionar.

Por todo o sempre e agora,
toda criança quando chora,
respondo- que foi?
Quem não te tratou direito?
(Toda criança quando chora
acho que me diz respeito.)

Quero as palavras delas,
a nitidez sublime das conversas
delirantes e sábias,
quero os descobrimentos que trazem
em sua transparência natural!

José voa na casa e eu pulso
no ventre como uma grávida perene, meu Deus,
(todo filho do mundo
é um pouco filho meu!)

Como me amolece o coração
barulho som de grito de infância
no colégio de manhã!
Como é, para o meu frio, lã
uma mãozinha pequenina
dizendo pra mim dos caminhos...,
elazinha dentro da minha,
como o dia carregando a noite e seu luar,
e aquela vozinha sem gastar,
me pedindo com carinho e desamparo:
me leva lá?

Não mimem crianças ao invés de amá-las,
para não adoecê-las
para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,
vou interferir, vocês vão se danar,
vou escancarar!

Não usem criança na minha presença,
tomarei o partido delas,
não terão minha parcimônia,
não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania,
eu vou denunciar!

Sou maternal de universo,
mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente
se chama umbigo.
Ai... toda criança
quando grita mamãe,
respondo: que foi?
(Acho que é comigo!)


Agradecemos a confiança e a parceria!
Até breve!


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