"E a minha procura ficará sendo minha palavra."
(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Democracia e Liberdade

Projeto Construindo Valores
Seleção de livros
Primeiro segmento do Ensino Fundamental



O REI DE QUASE TUDO
Eliardo França
Global
24 páginas

Esta narrativa escrita e ilustrada por Eliardo França tem como protagonista um rei. Este quanto mais tinha mais queria. Vivia, por isso, constantemente infeliz e insatisfeito. Na verdade, ele desejava ser o rei de tudo e não de quase tudo. Queria todas as terras.Queria todos os exércitos do mundo. E queria todo ouro que ainda houvesse. Assim, mandou os seus soldados à procura de tudo. E mais terras foram conquistadas. Outros exércitos foram dominados. Nos seus cofres já não cabia tanto ouro. Quis as flores, os frutos e os pássaros. Quis as estrelas e quis o sol. Flores, frutos e pássaros lhe foram trazidos. Estrelas foram aprisionadas e o sol perdeu a liberdade. Uma história bem contada e bem ilustrada sobre o comportamento humano e sua relação com o mundo a sua volta.



ERA UMA VEZ UM TIRANO
Ana Maria Machado
Salamandra
40 páginas


Mais uma vez, a liberdade, cooperação e o amor à natureza vencem a opressão. Nesta história quem manda é a alegria, único poder de fato, e o futuro depende da criança e da união de todos. Ana Maria Machado constrói um livro belo, que já faz parte dos clássicos de nossa literatura infantil.



BENTO QUE BENTO É O FRADE
Ana Maria Machado
Salamandra
48 páginas


Nita é uma menina que gosta de questionar as regras estabelecidas e que, tal qual uma personagem de contos de fadas, resolve sair pelo mundo à cata de aventuras. O que ela descobre em sua jornada é ao mesmo tempo simples e muito complexo: que a discussão é a mãe de todas as idéias novas; que amigos são o bem mais precioso que alguém pode querer.



O REI QUE NÃO SABIA DE NADA
Ruth Rocha
Salamandra
48 páginas

Democracia e liberdade são bens difíceis de conquistar. Mas talvez sejam ainda mais difíceis de manter, pois sempre haverá sapos querendo fingir-se de reis, ou governantes autoritários, que ignoram as verdadeiras necessidades de seu povo.
E isso é assunto para crianças?
A maneira como as histórias desta série tem sido recebida por mais de uma geração é prova que sim.



O REIZINHO MANDÃO
Ruth Rocha
Salamandra
40 páginas

A morte de um rei sábio e justo leva ao trono seu filho mimado e mandão. Além de criar leis absurdas, seu autoritarismo faz o povo literalmente perder a voz. Até que um dia... 



O QUE OS OLHOS NÃO VEEM
Ruth Rocha
Salamandra
40 páginas

Os súditos nunca são vistos pelos gigantes que mandam e desmandam naquele reino. Mas, um dia, os oprimidos se unem e, usando de muita perspicácia, obrigam o rei a enxergá-los e a ajudá-los. Firmando-se no ditado popular "O que os olhos não veem o coração não sente", a história questiona o autoritarismo e mostra o que acontece quando os governantes não trabalham com e para o povo.



UMA HISTÓRIA DE RABOS PRESOS
Ruth Rocha
Salamandra
40 páginas

Falcatruas de todo tipo acontecem na cidade de Egolândia, onde a impunidade é a lei. Um dia, porém, acontece algo curioso: à medida que vão sendo descobertas as fraudes do prefeito e dos vereadores, enormes rabos surgem em seus corpos e começam a enroscar-se uns aos outros. Uma hilariante crítica aos políticos que têm o "rabo preso".



É PROIBIDO MIAR
Pedro Bandeira
Moderna
48 páginas

Bingo é um cachorrinho brincalhão e curioso, que faz amizade com um gato misterioso. Fascinado por esse amigo, Bingo decide imitá-lo e... resolve aprender a miar! Pra quê! “Onde já se viu um cão miar? Que vergonha!”, logo berram os preconceitos, e o mundo passa a perseguir nosso pequeno herói. Narrada com muita tensão e suspense, esta história é um brado de protesto contra a estupidez do preconceito em todas as suas formas. 



A FADA QUE TINHA IDEIAS
Fernanda Lopes de Almeida
Projeto
60 páginas


Clara Luz, a fada diferente que se nega a aprender pelo Livro das Fadas, não gosta de mundo parado e por isso vive tendo ideias mirabolantes: bolinhos de luz, chuva colorida, modelagem de nuvens, entre tantas outras.



HISTÓRIA MEIO AO CONTRÁRIO
Ana Maria Machado
Ática
47 páginas


"... E então eles se casaram, tiveram uma filha linda como um raio de sol e viveram felizes para sempre." É o fim da história? Não, é o começo. Mas não é por isso que a história é meio ao contrário, quer dizer, não é só por isso. 
Entre muitas risadas, você vai descobrir que "ser feliz para sempre" não é tão fácil assim e pode ser até meio chato. E que de nada adianta o poder do rei, a beleza da princesa, a coragem do príncipe... se não puderem fazer sua própria história.


Segundo segmento do Ensino Fundamental



MANO DESCOBRE A LIBERDADE
Heloisa Pietro
Ática
48 páginas


A vida é cheia de mistérios. Mas Mano não poderia imaginar quantos segredos estavam escondidos debaixo de seu próprio teto. Nesta nova aventura, nosso amigo vai descobrir um passado surpreendente, personagens inusitados e, sobretudo, o verdadeiro sentido da palavra liberdade. Uma história que nos revela a importância da justiça, da solidariedade, do respeito ao outro e da união entre as pessoas. Mano descobre a liberdade oferece momentos de lirismo e prazer em uma narrativa gostosa e emocionante.



POR TRÁS DAS CORTINAS
Antônio Schimeneck
Besouro Box
112 páginas


Um grupo de crianças curiosas, um baú, uma mulher misteriosa e um galpão abandonado são os elos deste enredo, que poderá levar o leitor a descobrir não só o segredo desta história, e sim muitas verdades, que, por anos, escondem-se por trás das cortinas, por trás das músicas, por trás do tempo.



1968: ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO
Regina Zappa e Ernesto Soto
Zahar
312 páginas

1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo. Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras belas fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros.
Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo. “Foram muitas as formas de interpretá-lo ao longo do tempo: ano louco, enigmático, revolucionário, utópico, radical, rebelde, mítico, inesperado, surpreendente, profético, das ilusões perdidas. Adjetivos não faltam... De onde surgiram inspiração e fôlego para tanta movimentação reunida num só ano? O fato é que, em um determinado momento, alguém não se conformou e escreveu em letras firmes num muro de Paris: “Seja realista, exija o impossível” trecho da apresentação de 1968, eles só queriam mudar o mundo.


Fonte: Livraria da Travessa

Golpe 1964 - 50 anos


Sugestões de livros
Ensino Médio


BRASIL NUNCA MAIS
Dom Paulo Evaristo Arns
Vozes

Um grupo de especialistas dedicou-se durante 8 anos a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 64 e março de 79. O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.




1964: HISTÓRIA DO REGIME MILITAR BRASILEIRO
Marcos Napolitano
Contexto


Exatos cinquenta anos atrás, o Brasil mergulhou em uma ditadura que iria perdurar por mais de duas décadas. É chegado o momento de fazer um balanço histórico do regime militar. Marcos Napolitano, conhecido historiador da USP, discute neste livro sólido e bem escrito as principais questões desses “anos de chumbo”.
A ditadura durou muito graças ao apoio da sociedade civil, anestesiada pelo “milagre” econômico? Foi Geisel, com a ajuda de Golbery, o pai da abertura, ou foi a sociedade quem derrubou os militares do poder? Como era o dia a dia das pessoas durante o regime militar? Como a cultura aflorou naquele momento? O que aconteceu com a oposição e como ela se reergueu? Qual a reação da sociedade (e do governo) à tortura e ao “desaparecimento” de presos políticos?


A DITADURA ENVERGONHADA
Elio Gaspari
Intrínseca

Durante os últimos trinta anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos até então inéditos e fez uma exaustiva pesquisa sobre o governo militar no Brasil. O resultado desse meticuloso trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe a obra mais importante sobre a história recente do país, e que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, enriquecida com novas fotos e projeto gráfico de Victor Burton.
A obra é dividida em dois conjuntos: As ilusões armadas e O sacerdote e o feiticeiro. Publicada originalmente em 2002, As ilusões armadas reúne os livros A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada, e recebeu o prêmio de Ensaio, Crítica e História Literária de 2003, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, daí o título A ditadura envergonhada. Mas com a edição do AI-5, no final de 1968, que suspendeu direitos constitucionais, ela se revela. Em A ditadura escancarada, são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia, um dos últimos núcleos de resistência política.


A DITADURA ESCANCARADA
Elio Gaspari
Intrínseca

Durante os últimos trinta anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos até então inéditos e fez uma exaustiva pesquisa sobre o governo militar no Brasil. O resultado desse meticuloso trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe a obra mais importante sobre a história recente do país, e que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, enriquecida com novas fotos e projeto gráfico de Victor Burton.
A obra é dividida em dois conjuntos: As ilusões armadas e O sacerdote e o feiticeiro. Publicada originalmente em 2002, As ilusões armadas reúne os livros A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada, e recebeu o prêmio de Ensaio, Crítica e História Literária de 2003, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, daí o título A ditadura envergonhada. Mas com a edição do AI-5, no final de 1968, que suspendeu direitos constitucionais, ela se revela. Em A ditadura escancarada, são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia, um dos últimos núcleos de resistência política.



O GRANDE IRMÃO
Carlos Fico
Civilização Brasileira

Esta obra traz à tona a real participação dos Estados Unidos durante a ditadura militar no Brasil. Carlos Fico aponta o general brasileiro que era o contato entre o então futuro presidente Castelo Branco e o governo de Washington para a entrega de armas, munições e combustível durante o golpe de 64. O grande irmão relata episódios sombrios, lances de suborno e traz revelações chocantes como a instalação de equipamento de detecção de explosões nucleares, sem o conhecimento do governo brasileiro, em base militar operada secretamente pelos EUA no Brasil.



1968: ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO
Regina Zappa e Ernesto Soto
Zahar


1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo. Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras belas fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros. 
Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo. “Foram muitas as formas de interpretá-lo ao longo do tempo: ano louco, enigmático, revolucionário, utópico, radical, rebelde, mítico, inesperado, surpreendente, profético, das ilusões perdidas. Adjetivos não faltam... De onde surgiram inspiração e fôlego para tanta movimentação reunida num só ano? O fato é que, em um determinado momento, alguém não se conformou e escreveu em letras firmes num muro de Paris: “Seja realista, exija o impossível” trecho da apresentação de 1968, eles só queriam mudar o mundo.


1964: GOLPE MIDIÁTICO-CIVIL-MILITAR
Juremir Machado da Silva
Sulina

O golpe de 1964 foi midiático-civil-militar. Sem o trabalho da Imprensa não haveria legitimidade para a derrubada do presidente João Goulart. Os grandes jornais de cada capital atuaram como incentivadores e árbitros. Um dos mais ferrenhos estimuladores do golpe foi o jornal carioca Correio da Manhã, que rapidamente perceberia o erro e passaria à oposição.
Em editoriais sucessivos, em 31 de março e 1º de abril de 1964, o Correio da Manhã destilou o seu golpismo visceral. No ataque intitulado "Basta!", decretou: "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!".


  
CÃES DE GUARDA
Beatriz Kushnir
Boitempo

"A investigação, cuidadosa e inovadora, reconstrói em grande parte o universo dos próprios censores, por meio de extensas entrevistas tanto com esses, como com vários jornalistas. Traz à tona, portanto, a fala desse grupo conhecido pelo uso do lápis vermelho e da tesoura e sua face pouco vislumbrada." (Michael Hall)
Doutora em História Social, Beatriz Kushnir lançou, nos 40 anos do golpe de 1964, livro nascido de intensa pesquisa sobre um dos aspectos fundamentais do regime militar: sua relação com os órgãos de imprensa, da censura à colaboração. "O objetivo é iluminar um território sombrio e desconfortável: a existência de jornalistas que foram censores federais e que também foram policiais enquanto exerciam a função de jornalistas nas redações", explica Beatriz na introdução do livro. A pesquisadora explora a formação, as bases jurídicas e as diretrizes que orientavam o trabalho da censura, baseando-se em extensa pesquisa documental, além de entrevistas, inclusive com onze censores - aspecto inédito - cujo trabalho era "filtrar", na imprensa e nas artes, o que incomodasse o regime não só no campo político, como também na cultura e até no campo da moral.


GRACIAS A LA VIDA
Cid Benjamin
José Olympio

Gracias a la vida é o relato do ex-militante do MR-8, Cid Benjamin, desde o guerrilheiro ousado — um dos mais importantes operadores do sequestro de Charles Elbrick — ao ativista partidário, jornalista e professor universitário de nossos dias. Sua exposição aos fatos nos garante estar diante de um dos mais consolidados e objetivos relatos sobre esses anos de nossa história. Em sua memórias, Cid apresenta ainda outros episódios importantes da história do PT na década de 1990, como as denúncias ao partido e ao ex-presidente Lula e dos fatos paralelos e comprometedores nos episódios dos assassinatos de dois prefeitos do partido — Toninho, em Campinas, e Celso Daniel, em Santo André.
Cid Benjamin militou na luta armada nos anos 1960 e 1970 dentro do MR-8. Junto com os também jornalistas Franklin Martins e Fernando Gabeira, entre outros, participou do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Depois de preso, foi exilado e morou na Argélia e na Suécia. Anos mais tarde, recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo, com mais quatro colegas, por uma série de reportagens sobre a Guerrilha do Araguaia.


VIOLÊNCIA NA HISTÓRIA: MEMÓRIA, TRAUMA E REPARAÇÃO
Carlos Fico, Monica Grin, Maria Paula Araujo
Ponteio

Nos últimos anos tem se intensificado, em todo o mundo, o debate sobre justiça de transição. Inúmeros países que vivenciaram ditaduras militares, regimes arbitrários e discriminatórios e experiências de guerra civil enfrentam, nos dias de hoje, a questão de como lidar com o legado da violência política. Memória, justiça e reparação são temas fundamentais neste momento, são eles que podem assegurar uma reconciliação política com conteúdo democrático. Este é o tema deste livro, com a colaboração de autores brasileiros e de outros de países como Argentina, Uruguai, Portugal e Israel, aonde a mesma questão foi enfrentada. No Brasil, esse debate ganhou força após a criação da Comissão da Verdade, em 2011.


BATISMO DE SANGUE
Frei Betto
Rocco
  
Em 'Batismo de sangue', Frei Betto compartilha suas descobertas sobre as circunstâncias da morte de Carlos Marighella, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) assassinado em 1969. Fica ainda mais forte a tese de que aquele crime fora planejado de modo a não apenas eliminar o maior inimigo do regime militar, mas também jogar a esquerda contra os frades dominicanos, enfraquecendo a oposição à ditadura. Do dia para a noite, os religiosos passaram de colaboradores da guerrilha a traidores, graças a uma farsa muito bem tecida pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops). Um dos eixos mais fascinantes de 'Batismo de sangue' é a história de como os frades da Ordem dos Dominicanos davam apoio logístico à ALN. Numa época em que marxismo era também sinônimo de ateísmo, a população não poderia sequer sonhar com a hipótese de que os inimigos do regime encontravam apoio naqueles insuspeitos religiosos católicos. Como conciliar fé cristã com ação política revolucionária? Esta é uma das questões que Frei Betto elucida neste livro. Também colabora para a importância de 'Batismo de sangue' a denúncia dos métodos de tortura utilizados pela polícia naquela época.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Estamos todos no mesmo barco?

PROJETO MINHA JANGADA VAI SAIR
Produção textual -  7°, 8° e 9° ano - Ensino Fundamental
Dissertações argumentativas


Utilizando como fonte de informação e embasamento teórico a entrevista da antropóloga Julia O'Donnel, concedida ao Jornal O Globo (Leia aqui!), e uma seleção de reportagens exibidas em sala de aula, nossos alunos refletiram sobre a estrutura social brasileira e escreveram dissertações argumentativas respondendo a seguinte questão:


Estamos todos no mesmo barco?


Convidamos os leitores a conhecerem o pensamento de nossos escritores.
Boa leitura!

Grupo MAR DO CONHECIMENTO (Quinta - 16 horas) - Leia aqui!
Grupo GUIA DA INSPIRAÇÃO (Quarta - 16 horas)


Grupo Mar do Conhecimento - Quinta 16 horas


Estamos todos no mesmo barco?
Dissertações argumentativas




A exclusão brasileira
Bruno Tenrreiro Konjedic

Embora alguns locais sejam públicos, existe a segregação social e o impedimento cultural para a democrática convivência e sua ocupação. A população brasileira age como se existisse uma união entre todos, mas não convive em harmonia.
Alguns exemplos desse preconceito praticado entre a população é a não convivência das pessoas de classe A com as das classes C e D. O racismo está ligado ao preconceito de classes. As pessoas mais ricas não aceitam a convivência com as mais pobres, como se observou com o “rolezinho”.
No esporte preferido dos brasileiros, já foi praticado o preconceito racial, como nos casos de torcedores xingando o jogador Arouca e um juiz, que foram chamados de ‘’macacos’’. Os fatos ocuparam os noticiários.
O preconceito da elite com os grupos das classes C, D e E é vivo na divisão dos espaços sociais nada democráticos. Muitas pessoas que eram da classe baixa e foram para a classe média começaram a frequentar os shoppings. Os comerciantes com medo das pessoas, que eram vistas como pertencendo a classes inferiores, fecharam as lojas por medo injustificado.
Para poder impedir a segregação social, deve-se criar campanhas que eduquem a população brasileira, para aproximar os brancos e negros, desde a infância, para não crescerem com preconceitos.


 


Juntos nas barcas? Sim ou Não?
Calvin Macedo

A expressão “espaço público’’, mesmo indicando se referir a um lugar onde todos podem ir, raramente é assim. No Brasil nos tempos atuais embora alguns espaços sejam abertos existe a segregação e o impedimento cultural para a democrática convivência e sua ocupação.
Por causa dessas divisões, pessoas de classes C e D não frequentam as mesmas praias da elite brasileira. Pode se perceber essa divisão ao ver que os ônibus não vão até algumas praias, só deixando pessoas que podem ter um carro chegar lá.
O incômodo das classes economicamente privilegiadas com a presença de pessoas das classes inferiores em diversos locais acaba indicando um exemplo da divisão social. Como os frequentadores habituais dos shoppings estão estranhando a presença de novos consumidores, passaram a impedi-los de entrar nesses locais.
O preconceito de classes tem uma ligação com o racismo que existe no Brasil. Ele pode ser percebido nos esportes pelo preconceito com os jogadores negros.
A diferença das classes sociais acaba transformando locais públicos, onde deveria haver um livre acesso, em um local privado, onde só pessoas de uma classe social podem estar. A solução deste problema é fazer campanhas a respeito da aceitação das diferenças de toda a ordem, aproximando ricos e pobres para um trabalho de valorização da união, da paz e do respeito a todos. O preconceito no Brasil é um problema que precisa acabar para o país continuar evoluindo.

  



Segregação social no Brasil
Vinícius Nogueira

Atualmente, é fácil perceber como a sociedade brasileira é muito preconceituosa e dividida. Embora alguns espaços sejam públicos, existe a segregação social e o impedimento cultural para a democrática convivência e sua ocupação.
A melhor situação para se perceber a segregação social no Brasil, é a observação de que as pessoas de classes C e D frequentam praias diferentes de classes mais altas. Um forte exemplo é a praia de Copacabana, que é dividida em postos de pobres e ricos. Outro exemplo mais forte ainda e a praia de Camboinhas, que só é frequentada por pessoas de classe média, porque só é possível o acesso a ela de carro.
Não se pode achar que a separação de classes em praias é pura coincidência, a verdade é que as pessoas de classe alta sentem-se desconfortáveis na presença das pessoas de classes baixas. Um grande exemplo foi à reação das pessoas da elite com o rolezinho. Elas não estavam preocupadas com o que, ou se, os jovens estavam roubando alguma coisa. Eles estavam realmente incomodados com o fato de pessoas mais pobres estarem se tornando novos consumidores.
No Brasil o preconceito social está relacionado ao preconceito racial, o pobre é diretamente relacionado ao negro e o negro ao pobre, mas esse preconceito não surgiu do nada, ele é fruto de um passado de escravidão em que o negro era explorado pelo branco e visto como um “ser inferior”.
O problema da segregação social não é muito fácil de ser resolvido porque ela está diretamente ligada ao preconceito social, que já é um problema quase que cultural. Para resolver isso é preciso mudar esse pensamento e tentar fazer com que as pessoas, desde pequenas, aprendam a se relacionar com outras de raças e classes sociais diferentes.




Leituras - O Globo

SALA DE AULA - LEITURAS
PROJETO MINHA JANGADA VAI SAIR


É muito comum ouvirmos que a praia é um espaço democrático de convivência, onde a diversidade cultural e social dividem o mesmo espaço em harmonia. “A praia é de todos e para todos”.  Será? 
Não é bem isso que revela o estudo feito pela antropóloga brasileira Julia O'Donnel. 
Para entendermos melhor o ponto de vista da antropóloga e refletirmos sobre a democracia social e racial brasileira,  lemos, em sala de aula, a entrevista que Julia concedeu ao jornal O Globo.

O GLOBO

 "Praia democrática é mito."
Julia O’Donnel

 
A pesquisadora na Praia de Botafogo: “A notícia de que vão revistar ônibus vindos da Zona Norte caberia nos jornais de 1922”
Foto: Camilla Maia / Agência O Globo

RIO — Assim que se mudou para o Rio, em 2004, e começou a frequentar as praias cariocas, a antropóloga paulistana Julia O’Donnel se surpreendeu com uma pergunta que ouvia com frequência:
— Em que posto da praia você vai?
Para ela, a escolha dependia tão somente do fato de haver espaço livre ou das condições do mar em determinado trecho de areia. Começou a se interessar pelo tema, conversar com as pessoas, e tentar entender por que a praia, apesar de ser um trecho restrito, é tão dividida entre si. Levou a curiosidade para o doutorado que faria na UFRJ e a tese virou o livro “A invenção de Copacabana: culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro”, lançado em abril pela editora Zahar.(...)

Como se deu a apropriação das praias pela população?
Na virada do século XIX para o XX, só se ia à praia por razões medicinais, ninguém ia à praia por prazer. Foi na Europa e nos Estados Unidos que começou a se disseminar o hábito de usar a praia como lazer, mas isso não chegava ao Brasil. As revistas elegantes da época, como a “Revista da Semana”, faziam verdadeiras campanhas para convencer a população carioca a usar as praias. No mundo inteiro, diziam que quem era civilizado ia à praia, que era elegante ir à praia. Chamo essa campanha na minha tese de “projeto praiano-civilizatório”, em que a praia deveria ser ocupada, sim, mas dentro de um modelo de “elegância e civilização”, como eles diziam. Essa campanha começa a surtir efeito a partir da década de 1920. As praias começam a encher, e isso acompanha o boom demográfico de Copacabana, a partir da década de 1940, quando o bairro começou a ser associado à nova elite do Rio. Esse primeiro momento de ocupação da praia, portanto, não é democrático. A praia era um espaço exclusivo das elites. Nem ônibus entrava ali ainda.
Quando a praia se tornou mais democrática?
No final da década de 1920, começam a chegar a Copacabana as “taiobas", que eram os bondes de segunda classe que permitiam que os trabalhadores usassem trajes de banho. Mas, dentro da lógica das elites, começou a incomodar. O que estava acontecendo? A elite havia propagandeado um estilo de vida praiano, que não era só usar a praia, claro, mas era também ter um corpo moldado, bronzeado, elegante. A Coco Chanel apareceu nas revistas bronzeada e isso virou moda. E agora todos tinham de lidar com as praias lotadas de trabalhadores. De tanto alardear a campanha, o desejo de ter acesso ao mundo elegante à beira-mar passa também a ser a vontade de diferentes camadas sociais. E aí, no início da década de 1930, começam a aparecer textos muitíssimo inflamados nos jornais reclamando dessa suposta “invasão”.
É no início da década de 1930 que a elite começa a recobrar a tal “exclusividade”?
Sim. Começam a se referir às pessoas até como “animais”. (Lê um trecho do jornal “Beira-Mar”, de 1929, que usa em sua pesquisa: “esse referver de criaturas, bem ou mal vestidas, limpas ou sujas, de todas as cores ou nacionalidades afeia os balneários, que se assemelham a praias habitadas de focas, não a praias vaidosamente chamadas de elegantes”, ou: “Não somos dos que entendem fazer de Copacabana um lugar exclusivo dos ricos e dos estetas, o que defendemos é a ordem e a beleza social das nossas praias. Sejamos progressistas, mas separando o joio do trigo”). É a ideia de que a democracia não é compatível com a elegância.
A praia é um território democrático?
O acesso à praia é democrático, mas a gestão do espaço não é. Essa tentativa recorrente de controlar o que pode e o que não pode, desde o primeiro “choque de ordem”, em 1917, e que regulava o tamanho dos maiôs ou o horário permitido para tomar banho, é uma tentativa de moralização da praia usando a polícia como agente. É interessante: ao mesmo tempo em que a praia é vendida como um espaço democrático, há uma gestão moral sobre esta aparente democracia, que marca nossa estrutura social, que é profundamente estratificada.
O conceito de praia democrática, então, é um mito?
Sim. É um mito. Um exemplo é a chegada do metrô ao Arpoador, que provocou aquela chiadeira da população, dizendo que ia virar “lugar de favelado”. E isso gerou, de fato, um deslocamento: há uma população segmentada na praia que é majoritariamente negra. O que no nosso país quer dizer majoritariamente pobre, por nossas peculiaridades históricas. Não existe a mistura. Se um grupo de meninos negros chega ao Posto 10 e começa a fazer uma festa, no dia seguinte as pessoas vão se mudar para o Posto 11. É fato.
Há alguma mudança no discurso do início do século para cá?
Nenhuma. É muito este discurso, ainda, do “nós” e “eles”. Um sintoma desse incômodo foi o surgimento de uma praia “exclusiva” no ano passado. Outro exemplo: moro em São Conrado e me espantei com a mobilização dos moradores do bairro contra um conjunto habitacional que seria construído perto da Rocinha, alegando “que ia desvalorizar o bairro”. Ora, a Rocinha está lá muito antes desses moradores de São Conrado, e o discurso é o mesmo que encontro nos jornais do início do século passado, uma fala de faxina, de xenofobia. Parte de um pressuposto que o bairro tem donos e que eles é que decidem o que pode ou não ser construído ali. E ainda há essa ideia de que pobres desvalorizam o bairro. Por isso essa divisão de turmas em postos me chamou a atenção quando cheguei. A praia é um ambiente juridicamente democrático, mas não como prática social. Acho muito perigosa essa mistificação da praia como ambiente de harmonia social.
Há diferença dos primeiros “choques de ordem” para o controle atual?
A presença da polícia nas praias também é uma questão interessante. É uma longa relação da praia carioca com a polícia. A notícia de que vão revistar ônibus vindos da Zona Norte, por exemplo, caberia perfeitamente nos jornais que pesquisei em 1922. É a “taioba”. Os suburbanos podem ir à praia? Podem, mas são malvistos, maltratados. Tem esse primeiro “choque de ordem”, de 1917, que era mais de controle dos costumes, mas já gerava prisão. Depois, há algumas tentativas de moralização, com Getúlio Vargas, e a presença ostensiva da polícia na orla a partir dos anos 90, com os arrastões, até o choque de ordem mais recente, regulando as barracas, o queijo coalho, o frescobol.
O que mais chamou sua atenção nessa última onda de assaltos, que provocou imagens assustadoras de revolta dos frequentadores?
É claro que a violência tem de ser reprimida, evidente, não é para haver assaltos na praia, mas não dá para comparar com os arrastões dos anos 90. Me assustou a naturalização do preconceito nas redes sociais, como a fala de que “é um absurdo ter ônibus para o Alemão de 15 em 15 minutos”. Um pânico de perder a exclusividade da praia. E é interessante que isso aconteça justamente num momento em que há todo um discurso de retomada da cidade pelas UPPs. O problema é o uso moral do discurso que se faz em torno desses acontecimentos. Não é “vamos investigar o que provocou o episódio”, mas reprimir impedindo que determinadas pessoas tenham acesso. Esse episódio mobilizou discursos, atitudes e medos que estão na praia todos os dias, só não são ditos.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Diálogos - Parte 3

Inspirados pelo estudo da canção de Dorival Caymmi, 
Suíte do Pescador
nossos alunos escreveram cenas com breves diálogos 
entre personagens em um momento de despedida.

As falas são repletas de expectativas e emoção.
Revelam temores e alegrias que, 
muitas vezes, são vividos simultaneamente.

Essa reflexão sensível sobre os sentimentos comuns 
a quem parte e a quem espera está registrada 
nos enredos idealizados por nossos escritores.

Convidamos os leitores do BLOG a mergulharem nos textos 
e deixarem as cenas de despedidas
tocarem seus corações.

Organizamos as publicações por grupo.

Boa leitura!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

GRUPO UM CAMINHO PARA A FELICIDADE (Quarta - 9 horas)

Uma despedida especial
Júlia Herédia

Um dia, Gabi estava no aeroporto se despedindo de sua amiga Larissa. Gabi iria trabalhar nos parques da Disney. Ela estava muito ansiosa e animada, mas iria sentir muitas saudades de sua amiga.
 Larissa estava triste porque sua amiga ficaria longe, mas, ao mesmo tempo, estava feliz, pois sabia que ela iria realizar o seu sonho.
Gabi queria aprender inglês e encontrar montanhas russas bem “iradas”, também esperava ver o Mickey e a Minnie.
Quando chegou a hora do embarque, as amigas começaram a chorar e Gabi falou:
-- Amiga, vai ficar tudo bem.
-- Mas vou sentir saudades – disse Larissa.
-- Vai passar rápido – respondeu Gabi.
-- Você me liga quando chegar lá? – perguntou Larissa.
-- Eu te prometo, vou ligar sempre! – disse Gabi.
Gabi e Larissa então deram um último abraço e Gabriela foi para o voo seguir sua viagem.


A despedida
Marcella Haddad

No último dia de aula do quinto ano, Laura estava conversando com Marcella para saber para que escola ela iria. Isso porque o colégio delas só atendia até o quinto ano e, sendo assim, teriam que mudar de escola. Elas nunca tinham ficado em locais e turnos diferentes, mas, nesse dia, descobriram que teriam que se separar.
A ideia de mudarem de escola não preocupava as amigas, pois sabiam que iriam para o mesmo local, apesar de ficarem em turnos diferentes. Elas sabiam que não perderiam a amizade e estavam animadas para se reencontrar em outras oportunidades.
No dia de sua despedida, as amigas se abraçaram e as lágrimas começaram a descer. Então, Marcella disse:
-- Até o Abel, Laura!
E Laura respondeu:
-- Tchau, Marcella! Até o Abel!
Marcella disse:
-- Vamos marcar para nos encontrarmos.
Laura replicou:
-- Está bem, tchau.
No fim da despedida, Marcella falou:
-- Laura eu gosto muito de você. Eu não quero que nossa amizade termine aqui.
Laura respondeu:
-- Eu também Marcella!
Marcella finalmente disse:
-- Tenho que ir.
-- Beijos, Marcella! Vá com Deus! – se despediu Laura.
Então as duas amigas foram embora, mas com a certeza de que se encontrariam novamente.


Meu emprego e meu amor
Rodrigo Duarte Costa

Edilson e Cassilda eram mãe e filho e estavam se despedindo no porto Krauta Hautz, pois Edilson tinha que trabalhar. Ele era o melhor cabeleireiro do mundo e, por isso, foi convidado a trabalhar na Grécia.
Edilson esperava conseguir um bom emprego e achar um amor, mas, ao mesmo tempo, ele já estava com saudade, por isso achou que pensar no emprego seria melhor. Também descobriu que ele teria que ficar sempre no salão trabalhando e até morando, também soube que lá iria encontrar um povo comunista, o que lhe deu medo.
Com preocupação, tristeza e esperança, Cassilda se despedia de seu filho. Ela ficou triste, porque teria que aprender a viver sem ele.
Eles choraram até às 19:00h, quando Edilson teve que partir. Ele então disse para sua mãe:
-- Mãe, te amo muito! Vou sentir saudades. Voltarei logo, tchau!
Ela respondeu:
-- Tchau, filho! Quero que você volte logo e seja feliz. Não deixe que lhe tratem mal. Você é a coisa mais importante para mim.
Naquele momento, Edilson se sentiu confiante, pois sabia que sua mãe estaria sempre ao seu lado, apesar da distância. Ele partiu feliz, já esperando o dia de sua volta para revê-la.



A despedida de Griselda e Joãozinho
Tomás Monnerat

 Griselda e Joãozinho estavam se despedindo no porto do Rio de Janeiro. Eles namoravam há dois anos e um deles, o João, estava embarcando em uma viagem de negócios.
João estava feliz, pois esperava encontrar nessa viagem boa sorte e boas amizades.
Já Griselda estava triste porque seu namorado iria embora, mas feliz com a conquista dele.
Chegando a hora do embarque, João disse:
-- Então, Griselda, este é o nosso último momento.
Ela disse:
-- É... Eu sei. Vou sentir saudades demais!
Ele então disse:
-- Eu também!
-- Adeus! – disse Griselda, emocionada.
Então, João embarcou na viagem e Griselda ficou esperando a sua volta.




Uma gota de amizade
Bruna Gonçalves Santos 

Era uma terça-feira e as inscrições para o NR Acampamentos haviam começado. Clode e Bibs estavam conversando, quando Maria Manuela passou e perguntou:
-- Vocês vão para o NR?
-- Não sei. Por quê? Você vai? — disse Clode.
-- Vou. E você Bibs, vai? – perguntou Maria Manuela.
-- Também não sei – respondeu Bibs.
-- Fala sério! Lá é muito show. Minha irmã já foi e ela aprovou! – confirmou Manuela.
-- Então, acho que vou – disse Bibs.
-- Ah, eu também! – disse Clode.
No dia seguinte, Bibs e Clode levaram o dinheiro e se inscreveram no passeio. Só havia um problema: cada uma teria que ir para um passeio diferente. Uma iria para o NR1 e a outra para o NR2. As duas pagaram, mas ficaram meio nervosas, porque teriam que se separar.
O dia do acampamento então chegou. As duas amigas estavam ansiosas, cheias de esperança e conversavam na hora da partida.
-- Bibs, já está na hora. O meu ônibus já vai sair e acho que o seu também. Então, até alguns dias – disse Clode.
-- Até alguns dias, Clode! – respondeu Bibs.
-- Vou sentir saudades – disse Clode.
-- Eu também! – disse Bibs.
As duas então se abraçaram, entraram nos ônibus e foram embora.
 


A despedida para um futuro melhor
Mateus Nogueira Rizzo
  
Um dia, Creusa estava na sua casa, viu Godofredo passando em frente a ela e o chamou para ir visitá-la. Eles começaram a se conhecer e, enfim, tornaram-se namorados.
Godofredo tinha 30 anos, sua profissão era a de comediante, ele era muito engraçado e também muito inspirado. Já Creusa era uma mulher habilidosa e que tinha muita vontade de ser jogadora de futebol.
Um dia, Creusa estava jogando futebol perto de sua casa, quando passou um olheiro por ali e observou o futebol dela. Quando terminou a partida, ele a chamou para conversar, perguntou se ela gostaria de fazer um teste no Flamengo e ela aceitou.
Uma semana depois, Creusa se arrumou para fazer o teste no Flamengo. Godofredo foi com ela até a barca e, na hora da despedida, ele sentiu preocupação por Creusa. Por outro lado, ele estava torcendo para que ela tivesse a chance de conseguir ser o que queria.
Então, Godofredo disse:
-- Adeus, boa viagem! Boa sorte e que você tenha um futuro melhor!
E Creusa respondeu:
-- Obrigada! Cuide bem de todos aí.
Então o sinal da barca tocou e Godofredo falou:
-- Vá com Deus e boa sorte. Eu te amo!
Os dois ainda ficaram se olhando quando a barca partiu. Tinham a certeza de que tudo daria certo e de que eles se reencontrariam ao final do dia para comemorarem a conquista de Creusa.